Desenrola 2.0

Lula lança Desenrola 2.0 para aliviar dívidas e mira milhões de brasileiros inadimplentes

Novo programa do governo de Luiz Inácio Lula da Silva promete descontos de até 90%, juros reduzidos e uso do FGTS para renegociação.

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia nova etapa do Desenrola para reduzir o endividamento das famílias brasileiras. - Imagem: DIvulgação

Redação Publicado em 04/05/2026, às 09h53

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O governo federal lançou nesta segunda-feira (4) o Desenrola 2.0, nova etapa do programa de renegociação de dívidas que busca enfrentar o alto nível de endividamento das famílias brasileiras. A iniciativa, anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, amplia o alcance da primeira versão e inclui novas modalidades de débito.

O pacote permitirá a renegociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito pessoal, crédito rotativo e até contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A expectativa do governo é reduzir a inadimplência e estimular o consumo, considerado peça-chave para a retomada econômica.

De acordo com dados recentes, mais de 81 milhões de brasileiros estão endividados, enquanto o comprometimento da renda das famílias já se aproxima de níveis recordes. Diante desse cenário, o programa oferece condições facilitadas, com juros de até 1,99% ao mês e descontos que podem chegar a 90% do valor total da dívida.

Uma das principais novidades é a possibilidade de utilizar parte do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar débitos. Trabalhadores com renda de até cinco salários mínimos poderão usar até 20% do saldo disponível para abater dívidas negociadas com instituições financeiras.

Segundo o governo, o mecanismo funcionará de forma indireta: o valor será transferido diretamente pela Caixa Econômica Federal ao credor, evitando o saque direto pelo trabalhador.

Outra frente do programa mira o impacto das apostas online no orçamento das famílias. Quem aderir ao Desenrola 2.0 ficará impedido de acessar plataformas de apostas por um período de um ano — medida que busca evitar o reendividamento.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o programa foi estruturado para atender diferentes perfis, incluindo trabalhadores informais e pequenos empreendedores. A estratégia envolve não apenas renegociação, mas também medidas para baratear o crédito e incentivar acordos entre consumidores e credores.

Nos bastidores, o Palácio do Planalto avalia que o endividamento elevado tem sido um dos principais entraves ao crescimento econômico, especialmente diante do alto custo de linhas como cartão de crédito e cheque especial.

A expectativa é que os detalhes operacionais como prazos, adesão e participação dos bancos sejam apresentados ao longo desta semana.

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