Política e Economia

Lula escolhe braço direito de Alckmin para comandar indústria e comércio

Márcio Elias Rosa assume o ministério após saída de Geraldo Alckmin e reforça continuidade na política industrial do governo.

Lula troca comando da indústria e coloca homem de confiança de Alckmin no cargo - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 03/04/2026, às 21h40

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nomeou, nesta sexta-feira (3), o novo titular do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além da pasta de Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. A decisão foi oficializada em edição extra do Diário Oficial da União.

O escolhido é Márcio Elias Rosa, até então secretário-executivo do ministério e considerado o “número 2” da estrutura comandada por Geraldo Alckmin. Ele assume o cargo após a saída de Alckmin, que deixou a função para se desincompatibilizar e disputar a eleição como candidato à vice-presidência da República.

A nomeação sinaliza continuidade na condução das políticas industriais do governo federal, já que Márcio Elias atuava diretamente na gestão da pasta desde o início do mandato. Ele é considerado um nome de confiança de Alckmin, com quem trabalhou anteriormente no governo de São Paulo.

Com formação acadêmica sólida, Márcio Elias é doutor em Direito do Estado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e construiu carreira no Ministério Público paulista. Ele foi membro do Ministério Público de São Paulo por décadas, tendo atuado como promotor de Justiça nas áreas de cidadania e direitos difusos e coletivos.

Entre 2012 e 2016, ocupou o cargo de procurador-geral de Justiça de São Paulo por dois mandatos consecutivos. Posteriormente, integrou o governo estadual como secretário de Justiça e Cidadania entre 2016 e 2018, durante a gestão de Alckmin.

A chegada de Márcio Elias ao comando do ministério ocorre em um momento estratégico para a economia brasileira, com o governo federal tentando impulsionar a reindustrialização, fortalecer o setor produtivo e ampliar políticas voltadas a micro e pequenas empresas.

Nos bastidores, a escolha é vista como técnica e política ao mesmo tempo, garantindo estabilidade na pasta e mantendo alinhamento com as diretrizes já estabelecidas pela equipe econômica. A expectativa é que o novo ministro dê continuidade a programas de incentivo à indústria nacional, além de fortalecer iniciativas voltadas ao empreendedorismo.

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