PRESSÃO NO CONGRESSO

Líder do governo Lula cobra CPI do Banco Master após operação da PF contra Ciro Nogueira

Paulo Pimenta defende investigação ampla no Congresso e afirma que não pode haver “acordão” para barrar apurações sobre o escândalo envolvendo Daniel Vorcaro e aliados políticos.

Paulo Pimenta defendeu CPI e CPMI para investigar o Banco Master após nova operação da Polícia Federal. - Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Redação Publicado em 07/05/2026, às 11h15

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O líder do governo Lula na Câmara, Paulo Pimenta, elevou o tom nesta quinta-feira (7) ao defender publicamente a criação de uma CPI e também de uma CPMI para investigar o escândalo envolvendo o Banco Master.

A declaração foi feita logo após a Polícia Federal deflagrar a quinta fase da Operação Compliance Zero, que teve como um dos principais alvos o senador Ciro Nogueira, ex-ministro da Casa Civil do governo Bolsonaro.

Segundo as investigações, Ciro é suspeito de receber pagamentos mensais e vantagens indevidas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A PF aponta que os repasses poderiam chegar a R$ 500 mil mensais, além de benefícios como imóvel de luxo e viagens internacionais custeadas pelo empresário.

Diante da nova ofensiva da PF, Paulo Pimenta afirmou que o Congresso precisa agir rapidamente e sem qualquer tentativa de blindagem política.

“Não pode haver qualquer suspeita de acordão para abafar as investigações do Banco Master”, declarou o parlamentar.

O líder governista também associou o escândalo a integrantes e estruturas do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, setores estratégicos da administração anterior aparecem no radar das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Pimenta citou órgãos como Banco Central, Ministério da Fazenda, Previdência Social, INSS e até integrantes ligados ao núcleo político do antigo governo federal como pontos que precisam ser esclarecidos pelas apurações.

A defesa de Ciro Nogueira nega qualquer irregularidade e afirma que o senador está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. Já os investigadores seguem analisando documentos, mensagens interceptadas e movimentações financeiras ligadas ao caso.

Nos bastidores de Brasília, a pressão por uma comissão parlamentar de investigação ganhou força após a operação atingir nomes centrais da política nacional e ampliar o desgaste em torno do Banco Master.

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