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Eduardo Bolsonaro enfrenta inquérito por ameaças ao STF

Alexandre de Moraes assume relatoria de queixa da PGR contra o deputado acusado de coação a ministros Supremo

Alexandre de Moraes assume relatoria de queixa da PGR contra o deputado acusado de coação a ministros Supremo - Imagem: Reprodução / Marcelo Camargo / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 26/05/2025, às 15h43

Em uma decisão tomada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, o magistrado Alexandre de Moraes foi designado como relator da queixa apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) contra o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, do Partido Liberal de São Paulo.

A PGR protocolou a solicitação para a abertura de uma investigação no domingo (25), e a instauração do inquérito ocorreu na segunda-feira (26). O relator, Moraes, decidiu ainda decretar sigilo sobre os detalhes do processo investigativo.

PGR Alega Coação de Ministros

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, havia informado sua equipe na semana anterior sobre a intenção de mover essa ação. Em suas declarações, Gonet destacou uma série de pronunciamentos públicos feitos por Eduardo Bolsonaro e afirmou que existia um volume considerável de evidências para fundamentar acusações de coação no âmbito do processo que envolve membros do STF.

Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, tem se manifestado em várias ocasiões sobre as atividades da Primeira Turma do STF em relação ao julgamento de seu pai, que é acusado de tentar promover um golpe de Estado após sua derrota nas eleições de 2022. O deputado declarou que intensificaria seus esforços nos Estados Unidos para buscar sanções contra Moraes, que é o responsável pelo caso referente aos acontecimentos de 8 de janeiro.

A postura agressiva adotada por Eduardo gerou uma onda de solidariedade a Moraes dentro do próprio STF, incluindo entre os ministros que foram nomeados por Jair Bolsonaro.

Um membro da Corte comentou ao blog sobre a situação: "Eles não percebem que o que estão insinuando é que, ao tentar punir você pelo exercício das suas funções, estão criando um precedente que pode afetar cada um de nós amanhã".

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