Levantamento divulgado nesta quinta feira mostra ex ministro à frente no índice de rejeição entre possíveis candidatos ao Palácio dos Bandeirantes.
Ana Beatriz Publicado em 24/05/2026, às 15h01
O ex ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece como o nome com maior índice de rejeição entre possíveis candidatos ao governo de São Paulo nas eleições de 2026. Os dados foram divulgados nesta quinta feira (21) pelo instituto Paraná Pesquisas e indicam que 44,9% dos eleitores paulistas afirmam que não votariam no petista para comandar o Palácio dos Bandeirantes.
De acordo com o levantamento, Haddad lidera o cenário de rejeição com ampla vantagem sobre os demais nomes avaliados. O segundo colocado é o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que registra 27,3% de rejeição entre os entrevistados.
A diferença entre Haddad e Tarcísio ultrapassa 17 pontos porcentuais, evidenciando um cenário de forte polarização política no maior colégio eleitoral do país.
O deputado federal Kim Kataguiri (União Brasil/Missão) aparece na sequência com 16,5% de rejeição. Já o ex prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), fecha a lista com 15,1%.
O levantamento do Paraná Pesquisas mede o índice de eleitores que afirmam não votar de maneira alguma em determinado nome, indicador considerado importante nas análises eleitorais por demonstrar o potencial de resistência enfrentado por possíveis candidatos ao longo da campanha.
Fernando Haddad já disputou anteriormente o governo paulista e também concorreu à Presidência da República em 2018. Atualmente, o petista segue como um dos principais nomes do partido em São Paulo e mantém forte presença no cenário político nacional após passagem pelo Ministério da Fazenda.
Já Tarcísio de Freitas ocupa atualmente o cargo de governador paulista e é apontado como uma das principais lideranças do campo conservador no estado. O governador mantém proximidade política com o ex presidente Jair Bolsonaro e aparece frequentemente entre os nomes cotados para disputas nacionais futuras.
Kim Kataguiri, coordenador do Movimento Brasil Livre, também tenta ampliar seu espaço no eleitorado paulista, enquanto Paulo Serra representa uma possível alternativa ligada ao PSDB, partido que governou São Paulo por quase três décadas consecutivas.
A pesquisa reforça o clima de antecipação das articulações para as eleições estaduais de 2026, mesmo com o cenário eleitoral ainda em formação e sujeito a mudanças nos próximos meses.