Pesquisa aponta redução da vantagem no segundo turno, enquanto governador segue forte para vencer ainda na primeira etapa.
Redação Publicado em 16/04/2026, às 09h36
Um novo levantamento do Paraná Pesquisas mostra que o ex-ministro Fernando Haddad reduziu a diferença em relação ao governador Tarcísio de Freitas em um eventual segundo turno pelo Governo de São Paulo.
De acordo com os dados divulgados nesta quinta-feira (16), Tarcísio aparece com 53,4% das intenções de voto, enquanto Haddad soma 37,3%. Apesar da liderança ainda ampla, a distância entre os dois caiu em comparação com fevereiro, quando o governador tinha vantagem superior a 26 pontos percentuais. Agora, a diferença é de 16,1 pontos.
No cenário de primeiro turno, Tarcísio mantém uma posição ainda mais confortável. O atual governador registra 47,8% das intenções de voto, contra 33,1% de Haddad. Os demais pré-candidatos, como Kim Kataguiri e Paulo Serra, aparecem com menos de 5% cada, indicando uma disputa concentrada entre os dois principais nomes.
Os números reforçam a possibilidade de vitória de Tarcísio já no primeiro turno, caso consiga ultrapassar a marca dos 50% dos votos válidos. Ainda assim, o crescimento de Haddad sinaliza um movimento de recuperação após deixar o Ministério da Fazenda para focar na pré-campanha estadual.
A pesquisa também mediu a rejeição dos candidatos. Haddad lidera nesse quesito, com 42,9%, enquanto Tarcísio aparece com 27,2%. Esse dado pode influenciar diretamente o desempenho em um eventual segundo turno, onde a rejeição tende a pesar mais na decisão do eleitor.
Outro ponto destacado pelo levantamento é a avaliação do governo estadual. A gestão de Tarcísio conta com aprovação de 64,9% dos entrevistados, enquanto 31,4% desaprovam. Na avaliação qualitativa, 47,3% consideram a administração ótima ou boa, contra 22,6% que a classificam como ruim ou péssima.
O levantamento ouviu 1.600 eleitores em 80 municípios paulistas entre os dias 11 e 14 de abril. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O cenário indica, neste momento, uma disputa ainda favorável ao atual governador, mas com sinais de movimentação por parte da oposição, que tenta reduzir a diferença na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes.