Paulo Chagas compartilhou publicação afirmando que nenhum integrante da família Bolsonaro voltará a ocupar a Presidência da República e voltou a fazer críticas ao ex-presidente nas redes sociais.
Redação Publicado em 09/07/2026, às 14h34
O general da reserva Paulo Chagas voltou a criticar publicamente a família Bolsonaro ao compartilhar, em suas redes sociais, uma publicação que coloca em dúvida o futuro político do clã. A manifestação ocorreu poucos dias após o Partido Liberal (PL) confirmar a convenção nacional que oficializará a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, marcada para o próximo dia 25 de julho.
Em uma postagem republicada na plataforma X, antigo Twitter, o militar afirmou acreditar que nenhum integrante da família Bolsonaro voltará a ocupar o Palácio do Planalto. A mensagem compartilhada também faz críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT), defendendo que o Brasil não tenha novamente um presidente ligado a nenhuma das duas forças políticas.
A publicação diz: "Nunca mais teremos um Bolsonaro no Palácio do Planalto. Disso eu tenho certeza. Agora precisamos não ter nunca mais um petista também, começando em 2026."
A declaração rapidamente repercutiu entre apoiadores e críticos do ex-presidente Jair Bolsonaro, ampliando o debate sobre o cenário eleitoral para as eleições presidenciais de 2026.
Paulo Chagas é general da reserva do Exército Brasileiro e disputou o Governo do Distrito Federal nas eleições de 2018, quando terminou a corrida eleitoral na quarta colocação, com pouco mais de 110 mil votos.
As críticas do militar ao ex-presidente, porém, não são recentes. Em dezembro de 2025, ele utilizou o mesmo perfil nas redes sociais para classificar Jair Bolsonaro como um "líder tão estridente quanto vazio". Na ocasião, afirmou que o ex-presidente chegou à liderança da direita brasileira em meio a uma crise de representatividade, mas sustentou que seu projeto político teria sido voltado prioritariamente à promoção pessoal.
Na mesma sequência de críticas, Paulo Chagas também apontou que Bolsonaro acabou se aproximando do Centrão durante seu mandato, contrariando promessas feitas na campanha presidencial e, segundo ele, enfraquecendo tanto o governo quanto parte do eleitorado conservador que o apoiava.
As declarações acontecem em um momento de reorganização do campo da direita, com Flávio Bolsonaro intensificando sua agenda política antes da oficialização de sua candidatura à Presidência da República.