Encontro familiar ocorreu na residência onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal
Julio Cezar Souza Publicado em 13/06/2026, às 16h54
O senador Flávio Bolsonaro esteve na manhã deste sábado na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília, onde o pai cumpre prisão domiciliar. O encontro, realizado no condomínio onde o ex-chefe do Executivo mora na capital federal, durou aproximadamente uma hora.
Após deixar o local, Flávio comentou o estado de saúde do pai e afirmou que ele vem apresentando evolução positiva nos últimos dias. Segundo o senador, o ex-presidente respondeu bem ao tratamento medicamentoso e segue recebendo apoio da família durante o período de restrição judicial.
A visita foi realizada na companhia da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas do casal. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar destacou a satisfação do ex-presidente ao reencontrar as netas, que não o visitavam havia algum tempo.
Flávio também afirmou que Jair Bolsonaro está acompanhando a participação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 e torcendo pela equipe nacional. Apesar disso, o senador disse que não assistiria à partida do Brasil ao lado do pai neste fim de semana.
Horas antes, o vereador Carlos Bolsonaro também havia visitado o ex-presidente. Após o encontro, informou que o pai estava mais sonolento em razão de medicamentos utilizados para tratar problemas de saúde recentes.
A entrada dos familiares foi autorizada por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A autorização incluiu medidas de controle, como inspeção prévia dos visitantes e restrições ao uso de aparelhos celulares durante o encontro.
Jair Bolsonaro permanece em prisão domiciliar desde o fim de março, quando a Justiça concedeu o benefício por razões humanitárias relacionadas ao seu quadro clínico. O ex-presidente foi condenado a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O prazo atual da medida termina em 25 de junho. Após essa data, caberá ao Supremo decidir se o regime domiciliar será prorrogado ou se haverá mudança nas condições de cumprimento da pena.