Ex-deputado saiu em defesa do orçamento de R$ 134 milhões da cinebiografia Dark Horse e afirmou que o valor é compatível com produções internacionais estreladas por nomes de Hollywood.
Redação Publicado em 18/05/2026, às 10h10
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou ao centro da polêmica envolvendo a cinebiografia Dark Horse, inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em entrevista ao programa Paulo Figueiredo Show, Eduardo defendeu o orçamento estimado em R$ 134 milhões destinado ao longa e afirmou que o valor “não é exorbitante” diante dos padrões da indústria cinematográfica internacional.
Segundo Eduardo, o projeto envolve profissionais renomados do cinema norte-americano, como o diretor Cyrus Nowrasteh e o ator Jim Caviezel, conhecido mundialmente por interpretar Jesus Cristo em A Paixão de Cristo. O ator será responsável por interpretar Bolsonaro na produção.
“Você não faz um filme de 50 mil dólares com o Jim Caviezel”, declarou Eduardo durante a entrevista.
A fala acontece poucos dias após a divulgação de áudios e mensagens envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O conteúdo aponta cobranças relacionadas a parcelas de investimento no filme, aumentando a repercussão política em torno da produção.
Eduardo também negou qualquer participação direta em negociações financeiras ligadas ao projeto, apesar de documentos apontarem seu nome como produtor-executivo do longa. Segundo ele, o contrato divulgado seria “provisório e antigo”.
O caso vem gerando intenso debate nas redes sociais devido ao alto valor envolvido. Com orçamento já estimado em ao menos R$ 61 milhões efetivamente aportados, Dark Horse ultrapassaria produções brasileiras recentes indicadas ao Oscar em volume de recursos.
A produção ainda não possui data oficial de estreia no Brasil, mas já desperta forte repercussão política, ideológica e cultural antes mesmo de chegar aos cinemas.