POLÊMICA NO CONCURSO

Deputado do PL diz que candidato com nanismo “não tem aptidão” para ser delegado e gera revolta nas redes

Paulo Bilynskyj comentou a reprovação de Matheus Matos no concurso da Polícia Civil de Minas Gerais e reacendeu debate sobre capacitismo, inclusão e critérios físicos em concursos públicos.

Após afirmar que “o trabalho policial não é para qualquer pessoa”, Paulo Bilynskyj virou alvo de críticas nas redes. - Imagem: Pablo Valadares / Câmara dos Deputados

Redação Publicado em 27/05/2026, às 10h36

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O deputado federal Paulo Bilynskyj voltou ao centro de uma polêmica nacional após comentar a reprovação do advogado Matheus Menezes Matos, candidato com nanismo que disputa uma vaga para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais.

Em publicação nas redes sociais, Bilynskyj afirmou que o jovem não teria “aptidão física” para exercer a função policial, gerando forte reação de internautas, juristas e movimentos ligados à inclusão e aos direitos das pessoas com deficiência.

“Um rapaz com 1,23 de altura não tem aptidão física para ser delegado de polícia”, declarou o parlamentar, que também é delegado licenciado da Polícia Civil de São Paulo.

A fala ocorreu após Matheus ser considerado “inapto” em exames biofísicos e biomédicos do concurso da Polícia Civil mineira. Mesmo assim, o candidato segue no certame por decisão judicial provisória e tenta reverter o resultado na Justiça.

A repercussão rapidamente ultrapassou a discussão sobre critérios físicos em concursos públicos e passou a atingir diretamente o histórico do deputado bolsonarista.

Nas redes sociais, usuários passaram a relembrar o episódio envolvendo a morte da então namorada de Bilynskyj, a modelo Priscila Barrios, em 2020. Na ocasião, o delegado foi baleado seis vezes dentro do apartamento onde morava em São Bernardo do Campo, enquanto Priscila foi encontrada morta com um disparo no peito. O caso foi arquivado pela Justiça de São Paulo após investigação concluir que ela teria atirado contra o delegado e, em seguida, tirado a própria vida.

Apesar do arquivamento, o episódio gerou ampla repercussão nacional e chegou a ser cercado por questionamentos públicos e reportagens investigativas que apontavam controvérsias na condução do caso.

Enquanto isso, apoiadores de Matheus Menezes afirmam que o debate deveria se concentrar na capacidade intelectual e técnica exigida para o cargo de delegado, e não apenas em critérios físicos tradicionais.

O caso reacendeu discussões sobre acessibilidade em concursos públicos, inclusão de pessoas com deficiência nas forças de segurança e os limites entre exigência funcional e discriminação.

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