Defesa de Bolsonaro terá 24 horas para explicar uso de celular por Nikolas Ferreira em visita

Moraes reforça que aparelho estava proibido para ambos no dia da visita

Moraes destaca a proibição de celulares na presença de Bolsonaro e exige manifestação da defesa sobre a situação - Imagem: Reprodução/Redes Sociais

Gabriela Nogueira Publicado em 26/11/2025, às 17h40

O ministro Alexandre de Moraes determinou que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos em até 24 horas sobre o possível uso de um celular pelo deputado federal Nikolas Ferreira durante uma visita realizada em 21 de novembro. Naquele dia, Bolsonaro ainda cumpria prisão domiciliar e estava sujeito a regras rígidas definidas pelo Supremo Tribunal Federal, entre elas a proibição expressa do uso de telefones por ele e por seus visitantes.

A suspeita de que Nikolas tenha utilizado um aparelho durante o encontro ganhou força após reportagens de diversos veículos de imprensa e motivou uma notícia-crime protocolada no STF pela deputada Erika Hilton. Segundo ela, o parlamentar teria violado as condições estabelecidas pela Corte ao entrar com o celular e utilizá-lo diante do ex-presidente.

Ao determinar a notificação da defesa, Moraes reforçou que a decisão judicial vigente é clara ao impedir a circulação de celulares na presença de Bolsonaro. O ministro exigiu que os advogados se manifestem especificamente sobre a entrada e o uso do aparelho na data da visita, considerada irregular caso confirmada.

Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A condenação está relacionada à ação penal que investigou sua participação em uma suposta tentativa de golpe. Sua rotina no local é regida por normas de segurança que incluem restrições de comunicação, visitas previamente autorizadas e monitoramento constante.

O episódio envolvendo Nikolas Ferreira reacende discussões sobre o cumprimento das regras impostas ao ex-presidente e reforça a atenção do Supremo às condições estabelecidas para detentos em situações excepcionais. A manifestação da defesa deverá esclarecer se houve descumprimento e se medidas adicionais serão adotadas.

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