Convenções partidárias começam hoje e dão largada oficial à definição dos candidatos de 2026

Partidos têm até 5 de agosto para confirmar nomes e alianças. Disputa presidencial deve ter Lula, Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado e Romeu Zema entre os nomes de maior projeção, enquanto estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Ceará e Pernambuco concentram embates decisivos para governador.

A partir desta segunda-feira, 20 de julho, partidos iniciam as convenções que definirão os candidatos à Presidência, governos estaduais, Senado e Legislativo nas eleições de 2026 - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Silva Publicado em 20/07/2026, às 19h30

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Começa nesta segunda-feira, 20 de julho, uma das etapas mais importantes do calendário eleitoral de 2026. A partir de hoje, partidos políticos e federações podem realizar suas convenções para escolher oficialmente os nomes que disputarão a Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal. O prazo vai até 5 de agosto. Após as convenções, as legendas terão até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral, e a propaganda eleitoral começa em 16 de agosto. O primeiro turno está marcado para 4 de outubro, com eventual segundo turno em 25 de outubro.

As convenções funcionam como o momento em que as articulações deixam de ser apenas tratativas internas e passam a ganhar forma oficial. É nessa fase que os partidos homologam candidatos, definem vices, fecham coligações para cargos majoritários e consolidam os palanques estaduais. Até o registro na Justiça Eleitoral, porém, os nomes ainda devem ser tratados como pré-candidatos. O cenário pode mudar com desistências, novas composições e acordos regionais até 15 de agosto.

Na disputa pela Presidência da República, 11 pré-candidatos já foram lançados por partidos, segundo levantamento publicado pela BBC News Brasil no Terra. Os nomes de maior projeção nacional até agora incluem Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, que buscará um quarto mandato, e Flávio Bolsonaro, do PL, apontado como principal nome da oposição ligado ao bolsonarismo. Também aparecem na disputa Ronaldo Caiado, do PSD, ex-governador de Goiás, Romeu Zema, do Novo, ex-governador de Minas Gerais, Augusto Cury, do Avante, Cabo Daciolo, do Mobiliza, Renan Santos, do Missão, Samara Martins, da UP, Hertz Dias, do PSTU, Edmilson Costa, do PCB, e Rui Costa Pimenta, do PCO.

O início das convenções também será determinante para a montagem das chapas presidenciais. Lula deve reeditar a chapa com Geraldo Alckmin, do PSB, como vice. Flávio Bolsonaro chega ao período de convenções como o nome escolhido pelo PL para representar o campo bolsonarista. Ronaldo Caiado foi lançado pelo PSD em março, com Gilberto Kassab indicado como vice da chapa. Já Romeu Zema deixou o governo de Minas Gerais para disputar o Palácio do Planalto pelo Novo.

Nos estados, a eleição para governador também entra em fase de definição. Embora o pedido popular muitas vezes fale em candidatos das capitais, a disputa é estadual. Ainda assim, as capitais funcionam como centro político e simbólico das campanhas, principalmente nos maiores colégios eleitorais e nas regiões com maior peso nacional.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes aparece com Tarcísio de Freitas, do Republicanos, Fernando Haddad, do PT, Kim Kataguiri, do Missão, e Paulo Serra, do PSDB, entre os nomes listados como pré-candidatos. No Rio de Janeiro, a lista inclui Eduardo Paes, do PSD, Anthony Garotinho, do Republicanos, Douglas Ruas, do PL, Rafael Luz, do Missão, William Siri, do PSOL, e Wilson Witzel, do Democratas.

Em Minas Gerais, outro estado central na disputa nacional, aparecem Mateus Simões, do PSD, Alexandre Kalil, do PDT, Cleitinho Azevedo, do Republicanos, Gabriel Azevedo, do MDB, Maria da Consolação, do PSOL, e Túlio Lopes, do PCB. Na Bahia, os nomes listados incluem Jerônimo Rodrigues, do PT, ACM Neto, do União Brasil, João Roma, do PL, José Carlos Aleluia, do Novo, Ronaldo Mansur, do PSOL, e Kléber Rosa, também do PSOL.

No Ceará, a disputa pelo governo estadual tem entre os nomes Ciro Gomes, do PSDB, Elmano de Freitas, do PT, Roberto Cláudio, do União Brasil, e Eduardo Girão, do Novo. Em Pernambuco, aparecem Raquel Lyra, do PSD, João Campos, do PSB, Gilson Machado, do PL, Eduardo Moura, do Novo, e Ivan Moraes, do PSOL. Esses dois estados devem concentrar disputas relevantes no Nordeste, região estratégica também para a eleição presidencial.

No Paraná, os nomes listados são Alexandre Curi, Darci Piana e Guto Silva, todos do PSD, além de Ênio Verri, do PT, Paulo Martins, do Novo, Requião Filho, do PDT, e Sérgio Moro, do União. No Rio Grande do Sul, aparecem Edegar Pretto, do PT, Gabriel Souza, do MDB, Juliana Brizola, do PDT, e Zucco, do PL. Em Santa Catarina, a lista inclui Jorginho Mello, do PL, João Rodrigues, do PSD, Décio Lima, do PT, Afrânio Boppré, do PSOL, Marcelo Brigadeiro, do Missão, e Marcos Vieira, do PSDB.

No Distrito Federal, aparecem Celina Leão, do PP, José Roberto Arruda, do PSD, Leandro Grass, do PT, Paula Belmonte, do PSDB, e Ricardo Cappelli, do PSB. Em Goiás, estado que ganhou peso nacional com a pré-candidatura presidencial de Ronaldo Caiado, a disputa estadual tem Daniel Vilela, do MDB, Marconi Perillo, do PSDB, Wilder Morais, do PL, Claudio Curado, do PT, e Telêmaco Brandão, do Novo.

Também entram no radar Amazonas, Pará e Maranhão, estados importantes para a composição regional da eleição. No Amazonas, os nomes listados são David Almeida, do Avante, Omar Aziz, do PSD, Professora Maria do Carmo, do PL, e Tadeu de Souza, do PP. No Pará, aparecem Araceli Lemos, do PSOL, Daniel Santos, do PSB, Éder Mauro, do PL, e Hana Ghassan, do MDB. No Maranhão, os nomes incluem Eduardo Braide, do PSD, Felipe Camarão, do PT, Lahesio Bonfim, do Novo, Orleans Brandão, do MDB, e Enilton Rodrigues, do PSOL.

A partir de agora, a eleição entra em uma fase de maior clareza para o eleitor. Até aqui, muitos nomes estavam no campo das articulações. Com as convenções, partidos precisarão transformar negociações em chapas, definir alianças e apresentar oficialmente seus projetos para outubro. A corrida eleitoral de 2026 começa a deixar os bastidores e passa a ocupar, de fato, o centro da cena política nacional.

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