Sete deputados passam por avaliação nesta segunda (13) e decisão final deve ocorrer em votação secreta no plenário
Erika Osti Publicado em 13/04/2026, às 15h02
A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados realiza nesta segunda-feira (13) a sabatina dos sete parlamentares indicados para disputar uma vaga de ministro do Tribunal de Contas da União, aberta após a aposentadoria de Aroldo Cedraz. A etapa é decisiva no processo de escolha, já que cabe ao colegiado avaliar se os candidatos atendem aos requisitos legais e constitucionais antes do envio dos nomes ao plenário.
A disputa reúne sete deputados que foram indicados por líderes partidários e agora passam por questionamentos técnicos e políticos no colegiado. Confira os candidatos:
O relator das indicações, Emanuel Pinheiro Neto (PSD-MT), já sinalizou parecer favorável a todos os nomes. Segundo ele, foram analisados critérios como reputação ilibada, idoneidade moral e notório conhecimento técnico nas áreas exigidas para o cargo.
Após a sabatina, a comissão deve votar o relatório ainda nesta segunda. Se aprovados, os candidatos seguem para votação no plenário da Câmara, prevista para terça-feira (14). O processo é feito por voto secreto, o que costuma abrir margem para mudanças de última hora e articulações de bastidores.
Entre os concorrentes, Odair Cunha (PT-MG) aparece como favorito. O parlamentar reúne o apoio de uma ampla coalizão de partidos e também do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O nome de Cunha já havia sido incluído em um acordo político firmado anteriormente, ligado à eleição para o comando da Casa.
Apesar disso, a disputa segue aberta. Partidos de centro e direita lançaram candidaturas próprias, o que fragmenta os votos e mantém o cenário imprevisível. Nos corredores da Câmara, os candidatos intensificaram a campanha, com distribuição de materiais e articulação direta com parlamentares.
O escolhido pelo plenário ainda precisará passar por nova sabatina e aprovação no Senado antes de assumir o cargo. A função de ministro do TCU é vitalícia, com aposentadoria obrigatória aos 75 anos, e envolve a fiscalização do uso de recursos públicos federais e a análise das contas do presidente da República.
Com nove integrantes, o Tribunal de Contas da União tem parte de seus ministros indicados pelo Congresso e outra pelo Executivo, desempenhando papel estratégico no controle das finanças públicas e na transparência da administração federal.