Governo federal

Combate ao crime organizado vira prioridade nacional

Ministro da Justiça diz que enfrentamento às facções criminosas exige ação conjunta de todos os poderes

Wellington César Lima e Silva anuncia que combate ao crime organizado será tratado como ação de Estado. - Imagem: Reprodução/Agência Brasil.

Erika Osti Publicado em 15/01/2026, às 16h14

O governo federal decidiu nesta quinta-feira (15) elevar o combate ao crime organizado ao status de ação de Estado. O anúncio foi feito pelo novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, após reunião no Palácio do Planalto com autoridades dos três poderes e representantes de órgãos de investigação.

O encontro foi coordenado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contou com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda Fernando Haddad, do vice-presidente do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, do procurador-geral da República Paulo Gonet, além de dirigentes da Polícia Federal, da Receita Federal e do Banco Central.

Em seu primeiro discurso no cargo, Wellington César destacou que a decisão representa uma mudança de postura no enfrentamento às facções criminosas.

A relevância que o crime organizado assumiu nesse momento impõe a necessidade de uma atuação conjunta de todos os órgãos de Estado. Cada um estará empenhado em desenvolver uma ação articulada para combater o crime organizado”, afirmou o ministro da justiça em coletiva de imprensa.

Segundo o ministro, o objetivo é consolidar políticas permanentes de segurança pública, garantindo continuidade independentemente de mudanças de governo. A estratégia prevê maior integração entre Executivo, Congresso Nacional e Judiciário, além de reforço na cooperação internacional e investimentos em inteligência e tecnologia.

O governo avalia que o crime organizado se tornou um problema estrutural, com impacto direto na segurança pública, na economia e na vida cotidiana da população. Por isso, a decisão de tratá-lo como ação de Estado busca dar estabilidade às políticas de combate, evitando que sejam interrompidas ou enfraquecidas por disputas políticas.

Nos próximos meses, o Executivo deve apresentar propostas ao Congresso para endurecer a legislação contra o tráfico de drogas, armas e lavagem de dinheiro. O ministro ressaltou que o enfrentamento exige ações coordenadas e de longo prazo, e não pode depender apenas da vontade de um governo específico.

Com a decisão, o Brasil passa a tratar o combate ao crime organizado como política de Estado, sinalizando que o enfrentamento às facções será prioridade permanente na agenda nacional.

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