Com Toffoli fora, veja os próximos passos do caso Master no STF

André Mendonça assume a relatoria e se reúne com delegados da Polícia Federal para definir andamento das investigações sobre fraudes financeiras no banco

Mendonça avalia rumos do caso Master após menções a Toffoli e Vorcaro - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 13/02/2026, às 11h39

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça convocou para esta sexta-feira (13), uma reunião com delegados da Polícia Federal que investigam fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. O objetivo é obter um panorama detalhado do andamento das apurações, dos documentos já coletados e das próximas etapas da investigação.

O encontro acontece um dia após Mendonça assumir a relatoria do inquérito no lugar do ministro Dias Toffoli, que se afastou da função após a divulgação de informações que indicariam suposto vínculo de Toffoli com investigados do banco. O suposto elo envolve a Maridt Participações, empresa familiar da qual Toffoli é sócio, mas não figura como administrador e cujo registro público não exibia seu nome devido à natureza de sociedade anônima de capital fechado.

Agora sob a relatoria de Mendonça, cabe ao ministro decidir sobre o nível de sigilo do caso e analisar se o processo permanecerá no STF ou será remetido à Justiça Federal de primeira instância. Entre os documentos que serão analisados está o relatório da Polícia Federal com menções a autoridades com foro privilegiado encontradas em conversas entre o banqueiro Daniel Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel, preso em janeiro.

Próximos passos

As apurações envolvem inquéritos diferentes, incluindo a operação do BRB na aquisição do Banco Master, prorrogada até março, e a segunda fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que mira fraudes financeiras praticadas pela instituição. A mudança na relatoria ocorre após a PF apresentar um relatório com menções a Toffoli nos dados do celular de Vorcaro.

Mendonça, que também é relator de inquérito sobre fraudes no INSS, terá de avaliar a conexão entre os casos, já que há suspeitas de irregularidades do Master tanto no sistema financeiro quanto na concessão de crédito consignado do INSS.

As investigações sobre o banco chegaram ao STF em dezembro do ano passado e seguem sob atenção máxima da Corte.

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