Defesa solicita entrada mensal de técnicos durante prisão domiciliar por motivos de saúde
Erika Osti Publicado em 29/04/2026, às 17h26
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para realizar a manutenção periódica de um elevador instalado na residência onde ele cumpre prisão domiciliar, em Brasília. O pedido foi apresentado em meio às restrições impostas pela Justiça, que controlam o acesso de terceiros ao imóvel. Ao analisar a solicitação, Moraes determinou que os advogados informem, no prazo de 48 horas, o nome completo e os documentos de identificação dos profissionais responsáveis pelo serviço.
De acordo com a petição, o equipamento exige manutenção preventiva mensal, a ser realizada sempre no último dia útil de cada mês. A previsão inicial é que o primeiro atendimento ocorra em 30 de abril, com a entrada de uma equipe técnica especializada e previamente identificada. A defesa anexou aos autos uma ordem de serviço que aponta uma pendência técnica nas guias do contrapeso do elevador, situação que pode provocar desgaste de componentes, quebra de peças e até a interrupção do funcionamento se não houver intervenção adequada.
Na decisão, Moraes deixou claro que eventual autorização está condicionada ao cumprimento rigoroso das regras impostas. O acesso dos técnicos deverá ocorrer apenas para a execução do serviço, em horário comercial, e sem qualquer outra finalidade. A exigência reforça o controle judicial sobre a rotina na residência do ex-presidente, que está submetido a medidas cautelares enquanto permanece em recuperação de problemas de saúde.
A prisão domiciliar foi concedida justamente em razão dessas complicações médicas, o que limita a locomoção de Bolsonaro e amplia a necessidade de adaptações no ambiente doméstico. Nesse cenário, a manutenção do elevador é tratada pela defesa como uma medida necessária para garantir condições adequadas de uso do imóvel.
O episódio evidencia como até demandas operacionais do cotidiano passam pelo crivo do STF diante das restrições impostas. Qualquer exceção à regra de controle de acesso precisa de autorização expressa da Corte, o que inclui desde visitas pessoais até serviços técnicos considerados essenciais.