Ex-presidente Jair Bolsonaro passa por exames e comenta sobre sua saúde e a importância de sua participação nas eleições de 2026
Redação Publicado em 22/06/2025, às 09h15
O ex-presidente Jair Bolsonaro passou por uma bateria de exames médicos no Hospital DF Star, em Brasília, neste sábado. Em conversa com a imprensa, ele comentou sobre a saúde e as eleições de 2026, afirmando que uma disputa sem sua participação seria "uma negação à democracia". Bolsonaro também revelou que, entre Michelle e Tarcísio de Freitas, sua "torcida" é pela esposa para a disputa presidencial.
Os exames de sangue e tomografia, segundo a equipe médica, já estavam agendados e não têm relação direta com um mal-estar recente que o fez cancelar compromissos em Goiás. Bolsonaro, que enfrenta problemas intestinais há meses, assegurou aos jornalistas que está bem e seguindo o tratamento recomendado.
Saúde e agenda política
O médico chefe, Cláudio Birolini, explicou que o ex-presidente tem sentido enjoos e crises de soluço, problemas atribuídos à medicação que ele está usando. Além disso, foi diagnosticado com pneumonia viral, para a qual está recebendo tratamento com antibióticos.
Apesar dos desafios de saúde, Bolsonaro mencionou que sua agenda política segue movimentada, com eventos programados em Belo Horizonte e São Paulo. No entanto, sua equipe médica recomendou que ele reduza o número de compromissos para preservar o bem-estar. Não há restrições alimentares específicas, mas os médicos alertam que o político precisa ter cuidado com o que come.
Futuro político
Sobre o cenário eleitoral de 2026, Bolsonaro declarou-se o nome do Partido Liberal (PL) para a corrida presidencial. Ele expressou preferência por sua esposa, Michelle Bolsonaro, como candidata, em vez de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo.
O ex-presidente também comentou a investigação da Polícia Federal sobre a suposta "Abin paralela", que não resultou em seu indiciamento. Ele classificou as acusações como tentativas de incriminá-lo e afastá-lo da eleição de 2026. A situação jurídica de Bolsonaro é complexa, ele está inelegível por uma decisão da Justiça Eleitoral, o que levanta questionamentos sobre quem poderá representá-lo politicamente no futuro. Ele ainda destacou a importância de fortalecer o Senado Federal, com Valdemar Costa Neto liderando os esforços nos estados.