Deputado do PL afirmou que o fim da escala não resolverá os problemas do trabalhador brasileiro e acabou pressionado por internautas, que também resgataram voto favorável à ampliação da jornada em outras categorias.
Redação Publicado em 27/05/2026, às 10h18
O deputado federal Nikolas Ferreira voltou ao centro de uma nova polêmica nas redes sociais após comentar a PEC que propõe o fim da escala 6×1 no Brasil. Em vídeo publicado nesta terça-feira (27), o parlamentar criticou o que chamou de “discussão populista” sobre a redução da jornada de trabalho e afirmou que a medida não resolverá os principais problemas enfrentados pela população.
A declaração provocou forte reação entre internautas, que passaram a questionar a rotina de trabalho e os privilégios da classe política. Expressões como “escala 3×4” ficaram entre os principais comentários direcionados ao deputado.
“Por que sua escala é 3×4 e salário de R$ 46 mil?”, escreveu um usuário nas redes. Outros comentários acusaram Nikolas de estar distante da realidade enfrentada por trabalhadores submetidos a jornadas longas e salários baixos.
No vídeo, o parlamentar disse que nunca afirmou ser contra o fim da escala 6×1, mas criticou a esquerda por, segundo ele, usar o tema para mobilizar trabalhadores emocionalmente.
“A esquerda pega pessoas fragilizadas, sem tempo para família, e vende a ideia de que isso vai resolver a vida delas”, afirmou.
Além da repercussão das falas, críticos também resgataram votações anteriores envolvendo direitos trabalhistas. Usuários passaram a compartilhar que Nikolas Ferreira esteve entre os parlamentares favoráveis à emenda que ampliava possibilidades de jornadas diferenciadas em discussões ligadas à flexibilização trabalhista, tema que voltou a alimentar críticas sobre a coerência do discurso do deputado.
A PEC do fim da escala 6×1 segue em tramitação na Câmara dos Deputados e prevê a redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.
O texto ainda precisa passar pela comissão especial antes de ser votado em dois turnos no plenário da Câmara. Para avançar ao Senado, a proposta necessita do apoio mínimo de 308 deputados.