SOLIDARIEDADE

Após ofensiva dos EUA, Lula defende Moraes e ministros do STF: "Sem fundamento"

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou neste sábado (19), apoio institucional aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), após o governo dos Estados Unidos revogar o visto de Alexandre de Moraes e de seus familiares

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao lado do ministro do STF, Alexandre de Moraes - Imagem: Reprodução / Agência Brasil / Joédson Alves

William Oliveira Publicado em 19/07/2025, às 13h18

Neste sábado (19), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou sua solidariedade aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) em resposta às sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes e a outros membros da Corte. Em um comunicado oficial, Lula classificou as ações como arbitrárias e desprovidas de justificativa.

"Minha solidariedade e apoio aos ministros do Supremo Tribunal Federal atingidos por mais uma medida arbitrária e completamente sem fundamento do governo dos Estados Unidos", afirmou o presidente em nota divulgada pelo Palácio do Planalto.

Lula enfatizou que as tentativas de interferência na Justiça de outra nação violam princípios do direito internacional. Ele acrescentou: "A interferência de um país no sistema de Justiça de outro é inaceitável e fere os princípios básicos do respeito e da soberania entre as nações".

Além disso, o presidente reafirmou seu compromisso em preservar a democracia no Brasil. "Estou certo de que nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a mais importante missão dos poderes e instituições nacionais, que é atuar permanentemente na defesa e preservação do Estado Democrático de Direito", concluiu.

As sanções foram anunciadas na noite da última sexta-feira (18), quando os Estados Unidos revogaram o visto do ministro Alexandre de Moraes, incluindo também seus familiares. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, não especificou quais outros ministros do STF foram afetados pela medida.

A ação dos EUA ocorreu poucas horas após uma operação da Polícia Federal (PF) que visou o ex-presidente Jair Bolsonaro, resultando em buscas, apreensões e na determinação do uso de tornozeleira eletrônica, além de restrições ao seu horário de circulação.

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