Deputada do PL protagonizou bate-boca com apoiadores da proposta na Câmara e voltou a questionar redução da jornada de trabalho.
Redação Publicado em 21/05/2026, às 10h10
A deputada federal Júlia Zanatta voltou ao centro de uma polêmica nacional após ser vaiada ao deixar a Comissão Especial que debate a PEC da escala 6×1, na Câmara dos Deputados. O episódio ganhou ainda mais repercussão nas redes sociais após críticas envolvendo a quantidade de dias de folga da parlamentar em 2025.
Segundo levantamentos divulgados por perfis políticos e internautas, a deputada teria acumulado 292 dias sem atividades legislativas presenciais neste ano entre recessos, sessões remotas, folgas regimentais, viagens e períodos sem votação no plenário dado que passou a ser usado por críticos para rebater seu posicionamento contrário à redução da jornada de trabalho dos brasileiros.
O clima esquentou na terça-feira (19), quando Zanatta deixou a sessão sob vaias e protestos de apoiadores da proposta. Em vídeo divulgado pela própria deputada, ela reage às provocações e rebate manifestantes.
“Se candidata, bando de mentiroso”, disparou.
Antes do tumulto, a parlamentar fez um discurso duro contra a PEC, alegando que a proposta pode gerar impactos econômicos negativos e aumento de custos para empresas.
“Quem sabe matemática sabe que a conta não fecha. É justo e é lindo querer um dia a mais de folga, mas quem vai pagar essa conta?”, declarou durante a sessão.
Nas redes sociais, opositores rapidamente passaram a apontar contradição entre o discurso da deputada e a rotina parlamentar. O tema viralizou, especialmente após usuários destacarem a quantidade de dias sem sessões presenciais acumulados pelos congressistas ao longo do ano.
Mesmo sob críticas, Júlia Zanatta manteve o posicionamento contrário à proposta e afirmou que seguirá combatendo o projeto.
“Está todo mundo quieto sobre esse assunto da 6×1, mas eu não. A pergunta é simples: quem vai pagar essa conta? É o povo mais uma vez”, escreveu.
A PEC da escala 6×1 segue em debate no Congresso Nacional e prevê mudanças na atual jornada de trabalho dos brasileiros. O relatório da comissão foi adiado para a próxima segunda-feira (25), em meio à pressão de parlamentares da oposição e negociações sobre possíveis mudanças no texto.
Entre os pontos discutidos está uma transição gradual de até dez anos para adaptação das empresas, além da exclusão de setores considerados essenciais da redução de jornada.
O episódio envolvendo Júlia Zanatta intensificou ainda mais a polarização em torno da proposta e colocou novamente o debate sobre privilégios parlamentares no centro das discussões políticas nas redes sociais.