Apoiadora de Bolsonaro realiza vigília em condomínio mesmo após restrição imposta por Moraes

Pastora conhecida entre bolsonaristas esteve em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília; decisão do STF proíbe vigílias, acampamentos e aglomerações nas proximidades do local.

Apoiadora de Jair Bolsonaro realiza vigília em frente ao condomínio onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar em Brasília - Imagem: Reprodução

Ana Beatriz Publicado em 23/06/2026, às 00h25

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Uma manifestação de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a chamar atenção em Brasília nesta segunda-feira. Mesmo diante de uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que restringe a realização de vigílias e aglomerações nas proximidades da residência do ex-presidente, uma apoiadora esteve em frente ao condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar para realizar orações.

Segundo informações divulgadas pela coluna da jornalista Manoela Alcântara, do Metrópoles, a mulher chegou ao local por volta das 18h, enrolada em uma bandeira do Brasil e outra de Israel. Ela permaneceu em frente ao condomínio realizando orações e manifestações de apoio ao ex-presidente sem que houvesse intervenção policial durante o período registrado pela reportagem.

A apoiadora foi identificada como a pastora Lili Carabina, figura conhecida entre grupos bolsonaristas por promover vigílias e correntes de oração em momentos de internação hospitalar de Bolsonaro. Em diferentes ocasiões, ela organizou manifestações religiosas em frente a hospitais de Brasília onde o ex-presidente esteve internado.

A situação ganha relevância porque, ao conceder prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente em março deste ano, Alexandre de Moraes estabeleceu uma série de restrições para garantir o cumprimento das medidas cautelares. Entre elas, a proibição da formação de acampamentos, vigílias, manifestações organizadas ou qualquer tipo de aglomeração em um raio de um quilômetro da residência localizada no Jardim Botânico, área nobre de Brasília.

Na ocasião, o ministro justificou a medida afirmando que o objetivo era evitar tumultos, preservar a ordem pública, impedir possíveis constrangimentos às instituições e assegurar o cumprimento das determinações judiciais impostas ao ex-presidente.

O episódio ocorre em um momento de expectativa sobre a situação jurídica de Bolsonaro. A prisão domiciliar concedida por Moraes aproxima-se do prazo inicialmente estabelecido de 90 dias, período após o qual o Supremo deverá reavaliar a necessidade de manutenção, flexibilização ou revogação das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.

Nos últimos dias, o entorno de Bolsonaro voltou ao centro das atenções em razão de novos desdobramentos judiciais. Entre eles está o inquérito relacionado a uma arma registrada em nome do ex-presidente que foi encontrada com um integrante do Gabinete de Segurança Institucional. O caso motivou a convocação de Bolsonaro para prestar depoimento e reforçou o acompanhamento das condições de sua prisão domiciliar.

Embora a manifestação desta segunda-feira tenha ocorrido de forma individual, o episódio reacende o debate sobre os limites das restrições impostas pelo STF e sobre a mobilização de apoiadores do ex-presidente durante o período em que ele permanece afastado da atividade política direta por determinação judicial.

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