Mulher anotou placa do carro usado pelos criminosos; vítima foi libertada horas depois em Osasco.
Ana Beatriz Publicado em 08/01/2026, às 00h13
Uma testemunha que estava no estacionamento de um supermercado na Zona Sul de São Paulo afirmou que, inicialmente, pensou se tratar de uma discussão entre um casal ao presenciar a abordagem sofrida por uma analista de sistemas de 51 anos, sequestrada na tarde de terça-feira (6). O crime ocorreu no Giga Atacado, localizado na Avenida das Nações Unidas, e mobiliza agora a Divisão Antissequestro da Polícia Civil.
Segundo o relato, a vítima deixava o supermercado e guardava as compras no carro quando foi rendida por três homens armados. A ação foi rápida e, num primeiro momento, não chamou a atenção de quem circulava pelo local.
“Quando ouvi os gritos, achei que fosse briga de marido e mulher. Só quando ela gritou ‘socorro’ percebi que era algo muito mais grave”, contou a testemunha, que preferiu não se identificar.
Ao entender que se tratava de um sequestro, a mulher alertou os seguranças do supermercado, mas o carro dos criminosos já deixava o estacionamento.
Placa anotada e investigação
A mesma testemunha conseguiu anotar a placa do veículo usado no crime, informação considerada fundamental para a investigação. Ela relatou que, por conhecer bem a dinâmica do estacionamento, antecipou por onde o carro sairia e se posicionou na calçada da Marginal Pinheiros para registrar os dados.
Policiais civis estiveram nesta quarta-feira (7) no supermercado para recolher novas imagens das câmeras de segurança. O caso, inicialmente registrado em uma delegacia de área, foi transferido para a Divisão Antissequestro, especializada nesse tipo de crime.
Dados da Secretaria da Segurança Pública apontam que, até o terceiro trimestre do ano passado, 96 casos de extorsão mediante sequestro foram registrados na capital e na Grande São Paulo — média de um crime a cada três dias.
Vítima foi jogada do carro
Horas após o sequestro, a vítima foi libertada em Osasco, na Grande São Paulo, depois de ser empurrada para fora do carro ainda em movimento, na Rodovia Anhanguera. Na queda, ela bateu a cabeça, foi socorrida por pessoas que passavam pelo local e conseguiu avisar a família.
Em depoimento, a mulher contou que os criminosos tentaram realizar transferências via PIX, mas não conseguiram efetuar saques. Ao perceberem que estavam sendo perseguidos pela Polícia Militar, os suspeitos priorizaram a fuga e abandonaram a vítima.
O veículo utilizado no crime foi localizado posteriormente, mas os suspeitos seguem foragidos.
Em nota, o Giga Atacado informou que lamenta o ocorrido e que está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.