Mais de duas décadas após o crime, Caso Richthofen volta ao centro das atenções após morte de Miguel Abdalla Neto
Lívia Gennari Publicado em 13/01/2026, às 13h26
Suzane von Richthofen procurou uma delegacia da capital paulista para tentar liberar o corpo do tio materno, Miguel Abdalla Neto, encontrado morto na última sexta-feira (9), na zona sul de São Paulo. A solicitação, feita no dia seguinte à localização do cadáver, foi recusada pela Polícia Civil.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o procedimento já havia sido concluído anteriormente. Uma prima da vítima compareceu à unidade policial, apresentou documentação e foi reconhecida como a parente mais próxima naquele momento, recebendo autorização para a liberação do corpo para sepultamento. Diante disso, o pedido posterior feito por Suzane não pôde ser aceito.
Miguel Abdalla Neto tinha 76 anos e foi encontrado sem vida dentro de uma residência no bairro do Campo Belo. Segundo a polícia, não havia sinais aparentes de violência no local. Ainda assim, o caso foi registrado como morte suspeita no 27º Distrito Policial, responsável pela área.
Para esclarecer as circunstâncias do óbito, a Polícia Civil requisitou exames ao Instituto Médico Legal (IML) e ao Instituto de Criminalística (IC). A conclusão dos laudos será determinante para apontar a causa da morte e indicar se houve ou não a participação de terceiros.
No dia seguinte à descoberta do corpo, o muro da casa amanheceu pichado com a frase “Será que foi a Suzane?”, o que levou a polícia a registrar a ocorrência e reforçar a preservação do local.