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Suspeitos de assassinar ex-delegado em emboscada no litoral paulista são identificados

Dois indivíduos, conhecidos como Masquerano e Flávio, estão foragidos e possuem mandados de prisão em aberto

Dois indivíduos, conhecidos como Masquerano e Flávio, estão foragidos e possuem mandados de prisão em aberto - Imagem: Reprodução / TV Globo

Gabriela Thier Publicado em 18/09/2025, às 18h10

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, revelou nesta quinta-feira (18) os nomes e as imagens de dois indivíduos suspeitos de estarem envolvidos na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, que foi assassinado em uma emboscada no litoral paulista.

Durante uma coletiva de imprensa ao lado de outras autoridades policiais, Derrite expressou sua convicção sobre o envolvimento do crime organizado no homicídio. Ele enfatizou que a motivação por trás do assassinato ainda não está clara.

"As circunstâncias que cercam esse crime são complexas. Não descartamos a possibilidade de que a execução esteja relacionada ao combate ao crime organizado que o delegado promoveu ao longo de sua carreira ou à sua atuação atual como secretário na Praia Grande", comentou o secretário.

Os procurados, identificados como Felipe Avelino da Silva, conhecido pelo apelido Masquerano, e Flávio Henrique Ferreira de Souza, ambos já possuem mandados de prisão em aberto e se encontram foragidos. A reportagem não conseguiu localizar a defesa dos suspeitos até o momento.

Derrite destacou que a participação do crime organizado é evidente, principalmente devido à associação de Masquerano com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo informações do Departamento de Inteligência da Polícia Civil e do Centro de Inteligência do ABC, esse indivíduo possui ligações diretas com a facção criminosa.

A identificação dos suspeitos foi realizada com base em material genético encontrado em um dos veículos abandonados pelos criminosos após o ato violento. No entanto, o secretário ressaltou que ainda não é possível determinar qual foi o papel específico deles na execução: "É prematuro apontar qual foi a contribuição deles para o crime", afirmou.

A polícia informou que Felipe Avelino da Silva é natural de São Bernardo e possui antecedentes criminais relacionados a roubo e tráfico de drogas.

A delegada Ivalda Aleixo, responsável pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), acrescentou que investigações estão em andamento para apurar quantas pessoas estiveram envolvidas no crime. "Sobre a quantidade de participantes, vocês podem observar pelas imagens disponíveis; no entanto, as investigações precisam esclarecer as participações indiretas, como a mulher que já foi presa por auxiliar na remoção da arma do local após o crime", disse.

Ruy Ferraz Fontes teve uma longa carreira na Polícia Civil, onde atuou por cerca de 40 anos e foi um dos pioneiros nas investigações relacionadas ao PCC. Desde janeiro deste ano, ele ocupava o cargo de secretário de Administração em Praia Grande e foi assassinado logo após o término de seu expediente na prefeitura no dia 15.

Dentre as hipóteses investigadas está a possibilidade de que Fontes tenha sido alvo do PCC devido ao seu histórico no combate à facção criminosa que controla o tráfico no estado e que já havia feito ameaças contra sua vida. Outra linha investigativa sugere que ele poderia ter sido emboscado por inimigos em razão do seu trabalho como secretário municipal.

Além disso, uma mulher identificada como Dahesly Oliveira Pires, de 25 anos, foi presa sob suspeita de ter colaborado logisticamente com os criminosos ao buscar um dos fuzis utilizados na execução. Em seu depoimento, ela alegou ter sido convocada por um homem para retirar um pacote na Praia Grande, pacote esse que continha um dos armamentos utilizados no crime.

O delegado-geral da Polícia Civil, Artur Dian, informou que Dahesly admitiu saber sobre o conteúdo do pacote. A defesa dela optou por permanecer em silêncio até se inteirar completamente sobre os detalhes do caso. O advogado Caio Pereira declarou: "A família me contratou hoje [quinta] pela manhã. Então, até eu ter acesso à íntegra, vou preferir não comentar mais sobre isso".

A prisão dela é temporária é válida por 30 dias, podendo ser renovada por mais 30 dias. A polícia também relatou que foram encontradas em seu celular fotos do fuzil utilizado na execução do ex-delegado.

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