HIV

Sócios do laboratório PCS Saleme são libertados após decisão judicial

O laboratório estava envolvido no escândalo com transplantes contaminados

O laboratório estava envolvido no escândalo com transplantes contaminados - Imagem: Reprodução / Fernando Frazão / Agência Brasil

Gabriela Thier Publicado em 11/12/2024, às 16h04

A Justiça do Estado do Rio de Janeiro concedeu liberdade a dois sócios do laboratório PCS Saleme, atualmente sob investigação devido a falhas em testes de HIV. Tais falhas culminaram em infecções em receptores de órgãos transplantados, o que resultou em um escândalo de grandes proporções.

A decisão judicial abrange quatro indivíduos implicados no caso, permitindo que estes respondam às acusações em liberdade. Os sócios liberados, Matheus e Walter Vieira, são majoritários da empresa e também parentes do deputado federal e ex-secretário de Saúde do Estado, Dr. Luizinho. Este último tem se distanciado do caso, negando qualquer ligação com as alegações ou com os contratos significativos estabelecidos entre o laboratório e o governo estadual.

Os sócios estavam sob custódia preventiva desde outubro de 2024, após a revelação do escândalo relacionado aos órgãos contaminados. A decisão da Justiça foi fundamentada na avaliação de que não existem mais razões que justifiquem a manutenção da prisão dos réus. Contudo, medidas cautelares foram impostas como condição para sua liberdade: eles estão proibidos de deixar o município do Rio de Janeiro, seus passaportes foram apreendidos e devem comparecer regularmente ao tribunal.

Embora tenham sido libertados, os envolvidos já se tornaram réus no processo e enfrentarão as consequências legais pelos crimes atribuídos a eles. O caso permanece em destaque na sociedade, que continua a acompanhar os desdobramentos desse episódio controverso.

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