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Saiba quem é Doca, chefe do Comando Vermelho, que escapou de megaoperação no RJ

Edgar Alves Andrade, conhecido como Doca, possui 26 mandados de prisão por tráfico de drogas e outros crimes; traficante era alvo principal da Operação Contenção que deixou 121 mortos no Rio de Janeiro

Traficante Edgar Alves de Andrade, o Doca - Imagem: Reprodução

William Oliveira Publicado em 03/11/2025, às 12h04 - Atualizado às 12h46

No dia 28 de outubro, uma megaoperação realizada no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, teve como alvo principal Edgar Alves Andrade, conhecido no submundo do crime como Doca ou “Urso”. Apesar da mobilização das forças de segurança, Doca conseguiu escapar, permanecendo como uma figura temida tanto por adversários quanto por seus próprios comparsas.

Com uma trajetória marcada pela violência e uma extensa ficha criminal, que inclui 26 mandados de prisão, Doca é considerado um dos principais nomes ligados ao tráfico de drogas na região. Atualmente foragido, ele é um dos três criminosos destacados pelas autoridades, juntamente com outros indivíduos conhecidos como BMW e Gardenal.

No momento, Doca segue sendo procurado, e a polícia do Rio de Janeiro oferece R$ 100 mil de recompensa por informações que levem à sua captura.

Quem é Doca?

Doca nasceu há 55 anos na cidade de Caiçara, na Paraíba. Mudou-se para o Rio de Janeiro na década de 1990, onde rapidamente se envolveu com o tráfico de drogas no Morro São Simão, em Queimados, na Baixada Fluminense. Sua atuação criminosa é caracterizada pela imposição de terror nas comunidades, incluindo assassinatos e intimidações para garantir a chamada “Lei do Silêncio” e expandir seu domínio.

Sua única prisão registrada ocorreu em 2007, no seu aniversário, após uma intensa troca de tiros com a polícia que durou mais de 11 horas na Vila Cruzeiro. Depois de nove anos de prisão, ele foi libertado e retornou imediatamente ao crime. Sob a orientação do então líder do Comando Vermelho (CV), Elias Maluco, Doca assumiu a responsabilidade por um ponto de venda de drogas no Complexo da Penha.

Com a morte de Elias e outros líderes da facção em 2020, Doca ascendeu ao topo do tráfico no Complexo da Penha, considerado o coração do Comando Vermelho. Até hoje, ele acumula 269 anotações criminais, relacionadas a delitos como tráfico de drogas, roubo e extorsão, e é suspeito de diversos homicídios.

Atualmente, investigações da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil indicam que Doca ocupa uma posição subordinada apenas ao traficante Marcinho VP, atualmente encarcerado na Penitenciária Federal de Segurança Máxima em Campo Grande (MS). 

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