Roubo de canetas emagrecedoras cresce em SP: dupla é presa após assaltar farmácia na Zona Sul

Produtos de alto valor vendidos ilegalmente têm se tornado alvo de furtos e contrabando na capital

PM apreende produtos roubados de farmácia da Vila Moraes - Imagem: Divulgação | SSP-SP

Lívia Gennari Publicado em 22/10/2025, às 15h49

Dois homens, de 26 e 30 anos, foram presos após roubar canetas emagrecedoras em uma farmácia na Vila Moraes, zona sul de São Paulo. Os medicamentos, vendidos de forma ilegal por preços elevados devido à alta demanda e restrição legal, foram recuperados pela Polícia Militar, junto com o dinheiro levado do caixa.

Os policiais realizavam patrulhamento na região quando foram acionados para atender à ocorrência. Testemunhas relataram que os criminosos invadiram o estabelecimento, anunciaram o assalto e fugiram em um veículo levando as canetas e o dinheiro.

Com base nas características do carro informadas pelas vítimas, as equipes localizaram o automóvel em um posto de combustíveis. Ao perceberem a presença policial, os suspeitos tentaram fugir e jogaram uma mochila pela janela. Minutos depois, a dupla foi detida.

Na mochila, foram encontradas 24 canetas emagrecedoras e parte do valor subtraído do caixa. Os dois homens foram encaminhados ao 26º Distrito Policial (Sacomã), onde o caso foi registrado como roubo a estabelecimento comercial.

Produtos emagrecedores se tornam alvo frequente em SP

Nos últimos meses, o roubo e a venda clandestina de canetas emagrecedoras (medicamentos injetáveis usados originalmente no tratamento do diabetes tipo 2), têm se tornado cada vez mais frequentes em São Paulo.

O alto custo dos produtos, que podem ultrapassar R$ 1.000 por unidade, e a demanda crescente por uso estético têm impulsionado o interesse do crime organizado e de quadrilhas especializadas em contrabando e falsificação.

De acordo com investigações recentes, parte das substâncias é trazida ilegalmente do Paraguai e vendida em clínicas e perfumarias que funcionam como fachada, sem qualquer controle sanitário. 

A Anvisa alerta que o uso inadequado desses medicamentos pode provocar efeitos adversos graves, como problemas cardíacos, alterações no fígado, reações alérgicas e outros riscos à saúde, além de não garantir eficácia quando aplicados sem supervisão médica.

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