Acadêmicos de Niterói

Presidente de escola que fez tributo a Lula no Carnaval responde por morte de criança

O processo judicial avança na 29ª Vara Criminal do Rio, com Palhares se defendendo das acusações

Lula ao lado de Wallace Palhares (à direita) - Imagem: Divulgação / Ricardo Stuckert

Marina Milani Publicado em 17/02/2026, às 07h07

O presidente da Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares, é réu na Justiça do Rio de Janeiro por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, em um processo relacionado a um acidente ocorrido durante o Carnaval de 2022. A agremiação estreou no Grupo Especial neste ano com desfile em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a denúncia do Ministério Público, aceita pela Justiça, o caso envolve a morte de uma menina de 11 anos atingida por um carro alegórico na área de dispersão. Na época, Palhares também presidia a Liga-RJ, entidade responsável pela organização da Série Ouro, e teria atribuições ligadas à segurança e à fiscalização do espaço.

Após o acidente, a vítima foi socorrida com ferimentos graves e morreu dias depois no hospital. Na ocasião, o dirigente declarou à imprensa que não teria obrigação direta de prestar assistência à família, defendendo que o ponto do ocorrido não estaria sob responsabilidade imediata da liga.

Palhares foi indiciado pela Polícia Civil em janeiro de 2023 e virou réu em maio do mesmo ano. Em depoimento, ele e representantes da liga atribuíram a responsabilidade pelo isolamento das alegorias e pelo controle da área a órgãos públicos municipais.

O processo tramita na 29ª Vara Criminal do Rio de Janeiro e segue em andamento. O espaço permanece aberto para manifestações da defesa.

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