Polícia prende quarto suspeito de matar empresário sequestrado em Carapicuíba

Lucas Jaimes Oliveira Moura da Silva, conhecido como “Capivara”, era considerado foragido e se apresentou acompanhado de advogados; investigação aponta esquema de sequestro, extorsão e homicídio

Polícia Civil apura que o empresário sofreu extorsão antes de ser sequestrado e assassinado na Grande SP - Imagem: Reprodução | Redes Sociais

Redação Publicado em 23/07/2026, às 18h59

A Polícia Civil prendeu nesta quinta-feira (23), o quarto suspeito de participação na morte do empresário Marcelo Magalhães de Almeida, de 31 anos, em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Lucas Jaimes Oliveira Moura da Silva, conhecido como “Capivara”, era procurado pela investigação e se apresentou espontaneamente no 1º Distrito Policial do município, acompanhado de advogados.

Segundo a corporação, a prisão temporária do suspeito já havia sido autorizada pela Justiça e foi cumprida após a apresentação. Lucas será interrogado pelos investigadores, que apuram a participação dele no sequestro, assassinato e ocultação do corpo do empresário.

Suspeitos indicaram localização do corpo

O corpo de Marcelo foi encontrado nesta quinta-feira (23) no Rio Cotia, em Carapicuíba. O empresário estava desaparecido desde o dia 16 de julho. Conforme a Polícia Civil, os outros três presos temporariamente — Lucas Soares de Lima, conhecido como “Quadrado”, Paulo Sérgio Soares de Almeida e Júlio César Moura Batista — indicaram aos investigadores o local onde a vítima havia sido deixada.

De acordo com a investigação, o ponto informado também corresponde ao local onde Marcelo teria sido assassinado e ao acesso da trilha usada para ocultar o corpo. Na área, os policiais encontraram uma inscrição em uma pedra com a frase "polícia aqui morre 1533", interpretada como uma referência à atuação de uma organização criminosa.

Extorsão antecedeu o assassinato

As investigações indicam que Marcelo foi atraído para uma emboscada por Lucas Soares de Lima, amigo da vítima e apontado como o mentor do crime. A polícia afirma que os demais suspeitos participaram do sequestro, da execução e da ocultação do cadáver.

Antes do homicídio, o grupo teria obrigado o empresário a realizar transferências bancárias que somaram cerca de R$ 8 mil. A Polícia Civil também apura que Marcelo vinha sendo vítima de extorsão. Segundo os investigadores, um dos suspeitos exigia dinheiro, presentes de alto valor e até um apartamento para não divulgar informações sobre a vida pessoal do empresário.

Imagens de câmeras de segurança registraram Marcelo deixando o prédio onde morava na noite do desaparecimento e seguindo em seu carro para encontrar Lucas em um bar. Depois desse encontro, ele não foi mais visto. A polícia também reuniu vídeos gravados durante o período em que o empresário esteve em cativeiro, nos quais ele aparece amordaçado. Os quatro presos devem responder por homicídio qualificado, sequestro e ocultação de cadáver.

polícia SEQUESTRO Investigação Carapicuíba

Leia também