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Polícia prende mais um suspeito envolvido na execução de Ruy Ferraz Fontes

Paulo Henrique Caetano Sales, conhecido como PH, foi preso em São Paulo, aumentando o número de detidos no caso do assassinato do ex-delegado

Captura de PH é um marco na investigação do crime que chocou a Baixada Santista e revela a complexidade da quadrilha envolvida - Imagem: Reprodução

Redação Publicado em 26/10/2025, às 09h52

A casa dele em Praia Grande serviu de base para o grupo que planejou e executou o assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes. Por isso, Paulo Henrique Caetano Sales, de 38 anos, conhecido como PH, se tornou o nono suspeito preso por envolvimento no crime. Ele foi encontrado e detido pela Polícia Civil na capital paulista, no bairro Jardim Shangrilá.

A prisão de PH representa mais um avanço importante na investigação do assassinato que chocou a Baixada Santista em setembro. Fontes, de 64 anos, foi morto a tiros em uma emboscada quando saía da Prefeitura de Praia Grande, onde trabalhava como secretário. Ele era uma figura conhecida por sua longa carreira de combate ao crime organizado, especialmente à facção PCC, tendo participado da prisão de líderes como Marcola.

Com a captura de PH, sobe para nove o número de pessoas detidas ligadas ao homicídio. As investigações indicam que a quadrilha era bem estruturada e usou pelo menos quatro imóveis no litoral para dar apoio à operação criminosa, desde o monitoramento da vítima até a fuga dos assassinos.

Casas usadas como base

A casa que seria de PH, segundo a polícia, era um ponto estratégico. Ela estaria sendo usada desde abril por Umberto Alberto Gomes, um dos homens apontados como articuladores do crime. Gomes, no entanto, não chegou a ser preso, ele faleceu em um confronto com a polícia no estado do Paraná, no final de setembro.

Além de PH, outro nome importante preso recentemente é o de José Nildo da Silva, de 47 anos, detido em Itanhaém. A polícia suspeita que ele tenha sido um dos atiradores que dispararam contra o ex-delegado. A investigação ainda busca por outros dois suspeitos que continuam foragidos.

A polícia acredita que o assassinato de Ruy Ferraz Fontes foi planejado durante meses. O ex-delegado estaria sendo vigiado pelos criminosos desde agosto. Imagens de câmeras de segurança mostraram carros sendo usados para seguir a rotina da vítima. Um desses veículos, uma caminhonete, foi incendiado logo após o crime na tentativa de apagar provas. Outro carro foi apreendido e passou por perícia.

A principal linha de investigação para a motivação do crime aponta para uma possível retaliação ligada a uma licitação de R$ 24 milhões na Prefeitura de Praia Grande, que teria contrariado interesses da facção criminosa. Essa suspeita levou, inclusive, a uma operação que apreendeu celulares e computadores de um subsecretário da prefeitura, que nega qualquer envolvimento.

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