Suspeitos usavam veículos de luxo e imóveis para ocultar lucros ilegais, segundo investigação
Lívia Genari de Andrade Publicado em 16/04/2025, às 18h50
A Polícia Civil de São Paulo deflragou nesta semana a Operação Player, que colocou nas ruas mais de 100 agentes para cumprir mandados contra uma quadrilha ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação terminou com sete pessoas presas e revelou o esquema de um grupo que lavava dinheiro do tráfico e escondia altos valores em um verdadeiro “bunker” do crime.
A operação aconteceu simultaneamente em oito cidades paulistas: São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Praia Grande, Itanhaém, Bauru e Pardinho. Ao todo, os policiais cumpriram nove mandados de prisão e 13 de busca e apreensão.
Cinco mandados de prisão foram cumpridos logo no início da ação, e outras duas pessoas acabaram presas em flagrante, uma por participar da organização criminosa e outra por tentar atrapalhar as investigações.
De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), os alvos atuavam na parte "administrativa" do esquema, cuidando da contabilidade do tráfico para tentar legalizar os lucros do tráfico.
O policiais também encontraram um bunker escondido em um dos imóveis investigados, onde quatro pessoas trabalhavam organizando o caixa do crime. Foram encontrados R$ 53 mil reais em espécie, uma máquina de contar cédulas, vários documentos e celulares, o que indica que o local funcionava como um "escritório" da facção.
Além do dinheiro, a polícia também apreendeu cinco veículos, entre carros, motos e até um jet ski, que teriam sido usados para movimentar e ocultar os valores ilícitos ganhos com o tráfico. Um dos carros, segundo a investigação, era usado para transportar drogas entre as cidades.
A Operação Player faz parte de uma série de ações da Polícia Civil para enfraquecer a parte financeira do PCC, mirando envolvidos na lavagem de dinheiro e na movimentação dos lucros da organização.
As investigações devem continuar e outras prisões podem acontecer nos próximos dias. O material apreendido vai passar por análise e pode ajudar a polícia a entender ainda melhor como funciona a engrenagem financeira do crime organizado em São Paulo.