Segunda fase da Operação Monã cumpre mandados na Bahia e apura participação de servidores públicos em falsificações
Marina Milani Publicado em 09/07/2026, às 11h49
A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram nesta quinta-feira (9) a segunda fase da Operação Monã, que investiga um esquema suspeito de fraudes contra o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A apuração aponta que o grupo utilizaria falsas declarações de pertencimento a comunidades indígenas para conseguir benefícios previdenciários de maneira irregular.
Segundo os investigadores, os suspeitos teriam apresentado documentos e declarações falsificadas para solicitar pagamentos como aposentadorias rurais, salários-maternidade e outros benefícios administrados pelo INSS.
Os pedidos feitos pelo grupo investigado podem ter provocado um prejuízo superior a R$ 100 milhões aos cofres públicos, conforme estimativas levantadas durante a investigação.
Nesta nova etapa da operação, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nos municípios de Eunápolis e Porto Seguro, na Bahia. A Justiça Federal também determinou o afastamento de dois servidores públicos suspeitos de participação nas irregularidades.
Além da obtenção indevida de benefícios, a investigação apura se os envolvidos utilizavam os pagamentos fraudulentos como vínculo para contratação de empréstimos consignados.
Como parte das medidas autorizadas judicialmente, houve ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 1,5 milhão em valores relacionados ao esquema. Os investigadores agora trabalham para identificar todos os integrantes do grupo, compreender a estrutura da fraude e dimensionar o impacto financeiro causado.
A Operação Monã busca reunir provas sobre a possível atuação coordenada de diferentes envolvidos na criação de documentos falsos, na liberação irregular de benefícios e em outras práticas que teriam causado prejuízos ao sistema previdenciário.