Bebê de 9 meses morreu após ingerir raticida; câmera de segurança flagrou momento em que a mulher comprou o produto, ela foi indiciada por homicídio qualificado
Lívia Gennari Publicado em 28/08/2025, às 18h08
Uma mulher, de 26 anos, identificada como Giovana Chiquinelli Marcatto, foi presa na noite da última quarta-feira (27), na Zona Leste de São Paulo, suspeita de matar o próprio filho, o bebê Dante Chiquinelli Marcatto, de apenas 9 meses. A prisão temporária de 30 dias foi decretada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo após uma investigação da Polícia Civil.
Imagens de uma câmera de segurança de um petshop mostraram a mulher comprando o raticida dias antes da morte do filho. Com base nessas imagens e no exame necroscópico, foi solicitada a prisão temporária da mulher, que foi indiciada por homicídio qualificado. Ela passou por audiência de custódia nesta quinta-feira (28).
De acordo com o laudo necroscópico, o bebê apresentava partículas de raticida em seu organismo, confirmando que a morte ocorreu por envenenamento. O legista responsável pelo exame apontou que a ingestão do veneno aconteceu cerca de três horas antes do óbito, no mesmo momento em que a mãe teria oferecido banana amassada ao filho, conforme admitido por ela em depoimento.
A suspeita de que o envenenamento não tenha sido acidental foi reforçada pela grande quantidade de substância tóxica encontrada nas vísceras do bebê. Segundo o registro do 70º Distrito Policial, o produto contém um composto “amargante”, desenvolvido para impedir que crianças consumam o veneno de forma involuntária.
O corpo de Dante foi velado e cremado na noite de quarta-feira (27), no Cemitério da Vila Alpina, na capital paulista. A investigação segue em andamento, e a polícia busca esclarecer se o crime foi planejado e se a mulher agiu sozinha.