Mãe é presa suspeita de envenenar filho de 8 anos com chumbinho no interior de SP

Mulher está em estado grave na UTI e a criança permanece internada com quadro estável; polícia investiga tentativa de homicídio e possível motivação por vingança

Criança vítima de envenenamento segue internada na Santa Casa de Araçatuba - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 04/09/2025, às 15h38

A Justiça determinou a prisão temporária de uma mulher de 47 anos suspeita de tentar matar o próprio filho, de oito anos, ao colocar veneno em um lanche que ambos consumiram na noite da última sexta-feira (29), em Araçatuba, no interior de São Paulo.

De acordo com a Polícia Civil, a suspeita teria usado um veneno conhecido como “chumbinho” na comida, que depois foi ingerida pela criança. O caso é investigado como tentativa de homicídio, e um inquérito foi aberto para apurar as circunstâncias do envenenamento.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher comprou o veneno em Araçatuba, colocou na comida e, em seguida, decidiu retornar a Valparaíso com o filho. Durante o trajeto, ela começou a ligar para familiares e vizinhos. Uma vizinha acionou o irmão, que encontrou mãe e filho em uma praça de pedágio na Rodovia Marechal Rondon (SP-300) e os levou para atendimento em Valparaíso, com apoio da Polícia Militar.

Mãe e filho foram internados: o menino passou por lavagem estomacal e foi transferido para a Santa Casa de Araçatuba, onde permanece estável. Já a mulher, segue internada em estado grave na UTI do Hospital Estadual de Mirandópolis, sob escolta policial.

De acordo com o delegado José Vitor Soares de Oliveira, a mulher sofre de depressão. Ela e a criança saíram de Valparaíso na noite da última sexta (29), para comemorar o aniversário dela em Araçatuba.
O delegado informou ainda que a mulher está separada do pai da criança e que os telefonemas não indicam arrependimento imediato, já que ela não pediu socorro em nenhum momento. A polícia não descarta que o crime possa ter sido motivado por vingança.

A investigação segue em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso. A Polícia Civil mantém acompanhamento próximo da criança e da mãe, enquanto familiares acompanham a evolução do quadro clínico de ambos.

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