Após confirmação da condenação pelo STF, a Justiça paulista expediu o mandado de prisão para cumprimento imediato da pena
Lívia Gennari Publicado em 25/06/2025, às 15h39
A Justiça de São Paulo determinou nesta quarta-feira (25) a prisão do empresário Sérgio Nahas, condenado a 8 anos e 2 meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da esposa, Fernanda Orfali. O crime aconteceu em 2002, no apartamento onde o casal vivia, em Higienópolis, região nobre da capital paulista.
A ordem foi expedida após o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmar a condenação de Nahas em 16 de junho, tornando a decisão definitiva. Sem possibilidade de novos recursos, o mandado foi emitido para o cumprimento imediato da pena. Nahas sempre negou envolvimento no crime.
A determinação partiu do juiz Roberto Zanichelli Cintra, da 1ª Vara do Júri. Ele deu prazo de 15 dias para que a polícia localize e prenda o empresário.
Como o paradeiro do empresário ainda é desconhecido, , o nome e a fotografia dele foram enviados à Polícia Federal, que solicitou a inclusão na lista de Difusão Vermelha da Interpol. Com isso, ele poderá ser detido em outros países, caso tenha deixado o Brasil.
Relembre o caso
De acordo com a acusação, o empresário assassinou Fernanda após ela descobrir que estava sendo traída e que o marido usava drogas. Ainda segundo a acusação, Nahas temia que ela pedisse o divórcio e isso comprometesse a divisão dos bens do casal.
A investigação aponta que, no dia do crime, Fernanda se trancou no closet para tentar se proteger. Nahas, por sua vez, teria arrombado a porta e efetuado dois disparos. Um deles atingiu a vítima; o outro atravessou a janela do apartamento.
Fernanda, que enfrentava um quadro de depressão, estava em tratamento na época. A defesa de Nahas alegou que ela teria cometido suicídio, citando diários em que a própria vítima falava sobre desejo de morrer. No entanto, o laudo da Polícia Técnico-Científica não identificou vestígios de pólvora nas mãos da mulher, o que enfraqueceu a tese de suicídio. Mas, a defesa alegou que o modelo da pistola utilizada não deixaria resíduos visíveis nas mãos, apenas nas roupas.
A busca pelo empresário segue em curso, enquanto a Justiça aguarda para garantir que a sentença seja cumprida integralmente.