Polícia Civil aponta execução atribuída ao PCC por suposta ligação da vítima com facção rival; corpo ainda não foi localizado.
Ana Beatriz Publicado em 19/02/2026, às 23h27
Uma jovem de 20 anos, desaparecida desde 2 de janeiro no Guarujá, litoral de São Paulo, foi morta em um “tribunal do crime” atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo informações da Polícia Civil. A motivação apontada é a suposta ligação da vítima com o Comando Vermelho (CV). O corpo ainda não foi encontrado.
A vítima foi identificada como Maria Eduarda Cordeiro da Silva. Natural de Curitiba, ela havia se mudado para o Guarujá há pouco mais de três meses e morava com o namorado. Conforme depoimento do companheiro, o casal teria sido sequestrado por integrantes do PCC pouco depois do Réveillon.
De acordo com a investigação, Maria Eduarda tinha antecedente por tráfico de drogas ainda na adolescência. A polícia afirma que ela integraria o CV, enquanto o namorado não seria vinculado a facção criminosa.
Nas redes sociais, a jovem publicava imagens portando armas de fogo e utilizando balaclava. Em uma das postagens, projéteis dispostos sobre uma mesa formavam as letras “C” e “V”, além da expressão “TD2”, referência atribuída à facção.
Nesta quinta-feira (19), policiais civis da 3ª Delegacia de Homicídios, com apoio do Grupo de Operações Especiais, ambos da Divisão Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santos, cumpriram mandados de busca e apreensão e de prisão temporária.
Quatro pessoas foram presas sob suspeita de organização criminosa e homicídio qualificado. Três homens, de 19, 24 e 28 anos, e uma mulher, de 21, permanecem detidos temporariamente. As investigações continuam para localizar o corpo e esclarecer todas as circunstâncias do crime.