Polícia Federal deu início nesta quinta-feira (13) à terceira fase da Operação Fake Agents, que investiga um esquema de desvio de aproximadamente R$ 7 milhões do FGTS pertencentes a jogadores de futebol
William Oliveira Publicado em 13/11/2025, às 12h46
Na manhã desta quinta-feira (13), a Polícia Federal deu início à terceira fase da Operação Fake Agents, destinada a investigar um esquema de desvio de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pertencentes a jogadores de futebol, ex-atletas e treinadores.
A investigação apontou que a trama criminosa era liderada por uma advogada com conexões dentro de agências bancárias, que facilitavam saques indevidos em nome das vítimas, resultando em aproximadamente R$ 7 milhões desviados.
Entre as vítimas estão nomes reconhecidos do futebol brasileiro e internacional, como:
Nesta fase, a PF executou quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em residências de funcionários da Caixa Econômica Federal e um em uma agência bancária localizada no Centro do Rio de Janeiro.
A advogada responsável pelo esquema teve sua carteira da OAB suspensa e utilizava documentos falsificados e contas bancárias abertas em nome das vítimas para retirar os valores indevidamente.
A investigação começou após um banco privado identificar uma conta criada com documentos falsos em nome de um jogador peruano. Os envolvidos poderão responder por falsificação de documento público, estelionato e associação criminosa, com possibilidade de novas infrações à medida que as apurações avançam.
A operação é conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários (DELEFAZ) da PF no Rio de Janeiro, com suporte da área de Inteligência e Segurança da Caixa Econômica Federal.
Em comunicado oficial, a Caixa informou que está colaborando integralmente com a PF. "Todos os casos identificados são tratados com rigor, e os valores movimentados indevidamente são integralmente restituídos aos clientes", destacou o banco.