Operação cumpre 120 mandados e apura lavagem de R$ 100 milhões por meio de fraudes virtuais em vários estados
Letícia Sales Publicado em 24/02/2026, às 13h30
Um imóvel em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, é apontado pela Polícia Civil como peça-chave de um esquema milionário de fraudes digitais que teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em todo o país. Segundo os investigadores, a propriedade tem conexões financeiras com a quadrilha e funcionava como base operacional das atividades criminosas. O local é ligado ao funkeiro MC Negão Original, que já morou no endereço e é investigado.
De acordo com a corporação, o grupo aplicava diferentes modalidades de golpes, entre eles o “golpe do INSS”, o “golpe do falso advogado”, fraudes com cartões clonados e manipulação de apostas online e fintechs para movimentar valores e clonar chaves PIX. A investigação aponta que a organização utilizava uma estrutura articulada para pulverizar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.
Durante coletiva nesta terça-feira (24), a Polícia Civil de São Paulo informou que 12 suspeitos já haviam sido presos até o início da manhã. No imóvel em Itaquaquecetuba, foram apreendidos notebooks, celulares e documentos que agora passam por perícia.
A ofensiva faz parte da operação “Fim da Fábula”, coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), por meio da Divisão de Crimes contra o Patrimônio, em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). A ação ocorre simultaneamente em São Paulo, Minas Gerais e no Distrito Federal.
Ao todo, a Justiça expediu 120 mandados de busca e apreensão e 53 mandados de prisão temporária. Também foi determinado o bloqueio judicial de até R$ 100 milhões em bens e valores dos investigados, além da restrição de 86 contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas.
As investigações continuam para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise do material apreendido.