ESTELIONATO

Idosas caem em golpe de falsa agência de publicidade e prejuízo passa de R$ 150 mil

Golpistas simulavam campanhas de cosméticos e faziam empréstimos em nome das vítimas

Falsa promessa de trabalho escondia esquema de golpes - Imagem: Divulgação | Governo de SP

Lívia Gennari Publicado em 23/01/2026, às 11h00

Cinco pessoas foram presas em flagrante pela Polícia Civil de São Paulo suspeitas de integrar um esquema de estelionato que tinha como alvo mulheres idosas. A ação ocorreu na última quarta-feira (21), em um escritório montado no bairro de Pinheiros, na zona sul da capital, onde funcionava uma falsa agência de publicidade usada para enganar as vítimas.

De acordo com as investigações, o grupo divulgava supostas oportunidades de participação em campanhas de uma marca de cosméticos. As interessadas eram convidadas a comparecer ao local, onde recebiam promessas de pagamento inicial mediante a assinatura de um contrato que, na prática, não tinha validade legal.

Ao chegarem ao escritório, as mulheres eram atendidas por uma equipe que simulava um ambiente profissional, com recepcionista, maquiadora, fotógrafo e produtor. Durante uma sessão de fotos, os suspeitos capturavam imagens dos rostos das vítimas e coletavam dados pessoais, que depois eram utilizados para contratar empréstimos bancários sem autorização.

A fraude veio à tona após uma das mulheres perceber que um empréstimo de R$ 11 mil havia sido feito em seu nome. Com a denúncia, policiais do 34º Distrito Policial foram até o endereço e encontraram uma estrutura organizada exclusivamente para a aplicação dos golpes.

Durante as buscas, os agentes apreenderam mais de 30 contratos considerados fraudulentos, além de máquinas de cartão, notebooks, tablets e outros equipamentos eletrônicos. A polícia estima que o esquema já tenha causado um prejuízo superior a R$ 150 mil.

Os cinco suspeitos, com idades entre 22 e 68 anos, foram levados à delegacia e autuados por associação criminosa e estelionato. Os materiais recolhidos serão analisados pela perícia, e as investigações seguem para identificar outras possíveis vítimas do grupo.

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