Guerra no Rio

Governo discute crise após operação trágica no Rio

Reunião de emergência reúne ministros após confronto com dezenas de mortos

A Polícia Federal e o Ministério da Defesa se posicionaram sobre a operação, enquanto críticas surgem da liderança do estado do Rio - Imagem: Reprodução/Agência Brasil

Gabriela Nogueira Publicado em 28/10/2025, às 17h43

Uma extensa operação policial no estado do Rio de Janeiro gerou uma intensa troca de acusações entre as esferas federal e estadual. O desdobramento dessa megaoperação, que teve como alvo a facção criminosa Comando Vermelho, resultou na morte de ao menos 64 pessoas, tornando-se a mais letal da história do estado.

Na tarde desta terça-feira (28), o Palácio do Planalto sediou uma reunião convocada pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin, para discutir as implicações da operação. O encontro, que durou cerca de uma hora, contou com a presença de importantes figuras do governo, incluindo os ministros da Casa Civil, Rui Costa, e da Secom, Sidônio Palmeira, além de representantes dos ministérios da Justiça, Defesa e Polícia Federal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não pôde comparecer à reunião, pois estava em voo procedente da Malásia, com previsão de chegada em Brasília às 20h40 do mesmo dia. A aeronave em que Lula viajava não possuía comunicação externa ou conexão com a internet, segundo informações divulgadas pela colunista Julia Duailibi.

Durante o evento no Planalto, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também se encontrava a bordo do mesmo voo. Enquanto isso, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, estava cumprindo compromissos no Ceará.

Desavenças entre Governos

A operação desencadeou uma série de críticas por parte do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Em coletiva de imprensa sobre os acontecimentos recentes, Castro declarou que se sentia "sozinho" devido à alegada falta de apoio por parte do governo federal. Ele ressaltou que havia solicitado diversas vezes empréstimos de veículos blindados das Forças Armadas ao longo do ano. 

Resposta do Ministério da Defesa

A Defesa revelou que posicionou veículos blindados nas imediações do hospital como medida preventiva para garantir a segurança na área e proteger os militares ali presentes, respeitando os limites legais estipulados.

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