Ministro do STF rejeitou pedido da defesa e afirmou não haver elementos que justifiquem intervenção da Corte na prisão preventiva da influenciadora
Redação Publicado em 24/05/2026, às 15h02
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, decidiu não conceder liberdade à influenciadora Deolane Bezerra e afirmou não identificar “manifesta ilegalidade” na ordem de prisão preventiva determinada pela Justiça de São Paulo.
Dino analisou uma reclamação apresentada pela defesa da influenciadora contra a decisão de primeira instância que manteve a prisão no contexto de uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público paulista. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
No despacho, o ministro entendeu que o pedido não permite um exame aprofundado sobre provas e fatos do caso, etapa que deve ocorrer nas instâncias inferiores. Ele também destacou que não havia elementos que justificassem a concessão de habeas corpus de ofício pelo STF neste momento, como alegava a defesa.
A equipe jurídica da influenciadora pedia a revogação da prisão preventiva, a substituição por prisão domiciliar ou a aplicação de medidas cautelares. O pedido, no entanto, não foi acolhido para análise de mérito pelo Supremo.
Deolane foi presa na última quinta-feira (21), durante uma operação que investiga a atuação de uma organização criminosa e possíveis crimes de lavagem de dinheiro. Ela nega as acusações e afirma que sua prisão estaria relacionada ao exercício da advocacia em um serviço contratado, pelo qual teria recebido R$ 24 mil. Segundo ela, “a Justiça vai ser feita”.