Com quatro prisões e doze mandados de busca, a operação investiga um grupo que gerava créditos fictícios no sistema bancário
Gabriela Thier Publicado em 21/08/2025, às 18h30
Na última quinta-feira (21), o Departamento de Investigações Criminais (Deic) lançou a Operação Fractal, uma ação que visa desmantelar um complexo esquema de fraude bancária avaliado em milhões de reais, além de práticas de ocultação de patrimônio. A operação foi conduzida pela Delegacia de Crimes Cibernéticos, que executou quatro mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão em diversas localidades, incluindo a capital, Birigui, Avaré e Brasília.
Até o presente momento, dois indivíduos foram detidos, enquanto outros dois permanecem foragidos. Durante as diligências, as equipes policiais conseguiram apreender veículos, pen drives e uma variedade de dispositivos eletrônicos que agora passarão por análise pericial.
As investigações revelaram que o grupo criminoso explorava uma vulnerabilidade no sistema bancário para gerar créditos fictícios, permitindo a movimentação fraudulenta de valores dispersos em várias contas. Entre os dias 1 e 21 de outubro do ano anterior, foram registradas mais de 2.600 transações que resultaram na transferência de aproximadamente R$21 milhões para uma conta centralizada.
Além das movimentações financeiras irregulares, o esquema tinha como intuito disfarçar bens e valores no contexto de um processo de recuperação judicial, ocasionando danos significativos tanto a credores quanto ao sistema financeiro nacional. Outras pessoas que supostamente se beneficiaram dessas transferências estão sob investigação.
A origem das investigações remonta a dezembro, quando uma instituição financeira notificou as autoridades sobre o desvio substancial de recursos.
"Desde que recebemos a denúncia, nossas equipes iniciaram um trabalho minucioso para investigar a fraude tecnológica responsável pelo desvio milionário. Os esforços continuam no intuito de reunir mais evidências e verificar se houve realmente fraude contra os credores", declarou o delegado Maicon Richard, que lidera a 1ª Delegacia da Divisão de Crimes Cibernéticos (DCciber) envolvida no caso.