Defesa de Marcola pede à Justiça mesmo benefício concedido a Vorcaro para conversas com advogados sem monitoramento

Advogados pedem que decisão do STF concedida ao banqueiro seja aplicada ao líder do PCC

Marcola e o empresário Daniel Vorcaro estão presos na mesma penitenciária federal - Imagem: Reprodução

Lívia Gennari Publicado em 12/03/2026, às 15h52

A defesa de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado pelas autoridades como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), solicitou nesta quinta-feira (12) à Justiça Federal que seja aplicado ao caso dele o mesmo entendimento adotado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para o empresário Daniel Vorcaro, que permite conversas com os advogados sem monitoramento ou gravação.

De acordo com os advogados, o pedido foi apresentado ao juiz corregedor responsável pela unidade federal onde Marcola está custodiado. A defesa solicita que os encontros ocorram sem captação de áudio ou vídeo e também sem a necessidade de agendamento prévio.

Marcola cumpre pena na Penitenciária Federal de Brasília, a mesma unidade para a qual Vorcaro foi transferido após decisão do ministro André Mendonça, no contexto das investigações envolvendo o Banco Master.

Atualmente, no sistema penitenciário federal, os atendimentos entre presos e advogados costumam ocorrer em parlatórios equipados com gravação de áudio e vídeo. A defesa sustenta que a decisão concedida a Vorcaro garantiu atendimento reservado, permitindo visitas sem monitoramento e  gravação, independentemente de agendamento prévio.

A determinação do ministro André Mendonça também autorizou a entrada de cópias dos autos no presídio e a realização de anotações durante as reuniões entre advogado e cliente.

Segundo os advogados, ao menos dois detentos da Penitenciária Federal de Brasília já apresentaram pedidos semelhantes ao STF desde a última quarta-feira (11), buscando obter o mesmo tratamento nas visitas com advogados.

Em nota, a defesa de Marcola afirmou ainda que pretende recorrer ao Supremo caso o pedido não seja aceito pela instância responsável pela administração do presídio.

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