A artista circense Camila Gomes foi estuprada na frente da filha de apenas um ano de idade
Manoela Cardozo Publicado em 29/11/2024, às 10h08
A Polícia Civil do Maranhão (PC-MA) segue investigando um crime brutal ocorrido na última sexta-feira (23) em Central do Maranhão, a cerca de 68 km de São Luís.
Segundo o G1, durante um assalto a um circo, cinco homens armados invadiram o local, roubaram dinheiro e objetos pessoais, agrediram adultos e idosos e cometeram estupro contra uma jovem identificada como Camila Gomes, na presença de sua família.
O ataque aconteceu por volta das 23h, cerca de 40 minutos após o fim do último espetáculo. No momento, estavam presentes os proprietários do circo, familiares e funcionários. Camila, artista circense que se apresentava no circo, relatou momentos de horror vividos dentro do trailer onde foi violentada.
"Não aconteceu nada com minhas filhas, graças a Deus. Cinco bandidos armados chegaram, mandando a gente se jogar no chão. Botaram a minha cabeça em uma pilastra, botaram uma arma na minha cabeça. [...] Eles chegaram pedindo dinheiro e saíram me arrastando pelos cabelos, enquanto outro me levou para dentro do trailer onde estava minha filha, de 1 ano, dormindo", desabafou Camila em suas redes sociais.
A jovem também descreveu a tentativa de disparo de um dos agressores: "Ele deu um tiro. Eu senti Deus comigo. Deus fez ele errar a bala para não acertar em mim. Ele botou uma arma na minha cabeça e atirou. No momento, eu só sabia passar a mão na minha filha e na minha cabeça, pra saber se tinha pegado. [...] Eu fiquei em choque. [...] Estou tentando ser forte, pela minha família, por mim também, mas não vou dizer que estou bem. Estou com ódio, mas feliz por ter conseguido proteger minha família".
Conforme a polícia, a porta do trailer estava aberta, o que permitiu que os familiares da vítima presenciassem o estupro. Dentro do mesmo local, estava a bebê de 11 meses, filha da vítima, que dormia durante o ataque. Além do estupro, os criminosos agrediram outras pessoas, incluindo dois idosos, pais dos donos do circo. Uma das vítimas, diagnosticada com Alzheimer, sofreu ferimentos.
A Delegacia de Cururupu conduz as investigações, mas até o momento nenhum suspeito foi preso. Poliana Ostok, mãe da vítima e dona do circo, expressou indignação em entrevista ao JM1: "Nesse momento a gente só se sente indignado, revoltado, a gente está se sentindo impotente perante essa situação que nunca na minha vida passou e não tem relato de nenhum circo ter passado por isso. A gente fica muito triste, que a cidade do Maranhão, a baixada, vem acontecendo tanta atrocidade. A gente sabe que não somos a primeira família a passar por esse tipo de situação, mas a gente clama pela Justiça, que as autoridades tomem providência".
O circo pertence a uma família do Pará que estava em turnê por cidades da região. O trauma e a revolta seguem marcando os dias das vítimas enquanto aguardam por respostas das autoridades.