Polícia Civil ainda investiga as circunstâncias da morte de Adalberto Amarilio Júnior, encontrado dentro de um buraco no Autódromo de Interlagos
Lívia Gennari Publicado em 30/06/2025, às 20h00 - Atualizado às 20h22
Há exatamente um mês, o empresário Adalberto Amarilio Júnior desapareceu no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul de São Paulo, após comparecer a um evento de motos. O corpo foi encontrado dentro de um buraco no dia 3 de junho, por um funcionário que realizava obras no local. Desde então, a Polícia Civil apura o caso, mas ainda não conseguiu identificar nem prender nenhum suspeito pelo crime, que segue sendo investigado como homicídio.
Empresário pode ter sido asfixiado em briga
O laudo da Polícia Técnico-Científica confirmou que Adalberto morreu por asfixia, mas a dinâmica da agressão ainda é investigada. A principal dúvida é se a asfixia foi causada por esganadura ou por compressão torácica, hipótese levantada após a identificação de escoriações no pescoço da vítima, que indicam sinais de luta. Uma das linhas de investigação apura se o empresário se envolveu em uma briga com seguranças do autódromo e teria levado um golpe conhecido como “mata-leão” durante o confronto.
O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) iniciou o inquérito com uma lista de cerca de 200 profissionais de segurança que trabalhavam no evento. Após análise minuciosa de imagens de câmeras, depoimentos e outros registros, o grupo de suspeitos foi reduzido para quinze pessoas.
Além disso, exames periciais revelaram que o sangue encontrado no veículo de Adalberto pertencia a ele, mas também foram detectados vestígios de sangue de uma mulher ainda não identificada. As autoridades solicitaram a comparação do DNA dessa amostra com o da esposa do empresário, mas o resultado ainda não ficou pronto.
A polícia pretende colher novos depoimentos para montar um espelhamento que ajude a reconstituir os últimos passos do empresário, desde o evento, passando pelo local onde o carro estava estacionado, até o ponto em que o corpo foi encontrado. Até o momento, o mistério sobre quem matou Adalberto permanece, e as investigações continuam em busca de respostas para este crime que intriga familiares, amigos e autoridades há um mês.