Jonathan Messias Santos da Silva, de 35 anos, foi sentenciado após tumulto entre torcidas no Allianz Parque, resultando na morte de Gabriela Anelli
William Oliveira Publicado em 21/05/2025, às 08h54
A Justiça de São Paulo condenou, na última terça-feira (20), Jonathan Messias Santos da Silva, torcedor do Flamengo, pela morte de Gabriela Anelli, torcedora do Palmeiras. O crime ocorreu em 8 de julho de 2023, nas imediações do Allianz Parque, durante um tumulto entre torcidas rivais.
Jonathan, de 35 anos, foi sentenciado a 14 anos de prisão em regime fechado. A decisão foi tomada após a maioria dos jurados reconhecer sua responsabilidade no caso. Ele não poderá recorrer em liberdade.
O julgamento teve início com o interrogatório do réu, seguido pelos debates entre defesa e acusação. A condenação foi confirmada por sete jurados, e a sentença lida pela juíza Isadora Botti Beraldo Moro.
As audiências começaram na segunda-feira (19), no Fórum Criminal da Barra Funda, com a oitiva de testemunhas de ambas as partes. De acordo com o Ministério Público, Jonathan lançou uma garrafa durante o confronto entre torcedores na Barra Funda, atingindo Gabriela.
A vítima sofreu cortes profundos no pescoço após ser atingida por estilhaços da garrafa quebrada. Ela foi socorrida em estado crítico, mas faleceu dois dias depois, após sofrer duas paradas cardíacas.
A autoria do crime foi atribuída a Jonathan com base em imagens feitas por testemunhas e câmeras de segurança. Ele também foi reconhecido por tecnologia de reconhecimento facial ao entrar no estádio após o episódio violento.
Preso no dia 25 de julho de 2023, Jonathan foi acusado pelo Ministério Público de homicídio doloso com dolo eventual — quando o autor assume o risco de provocar a morte. A denúncia foi aceita pela Justiça, dando início ao processo legal.
Jonathan é natural do Rio de Janeiro e, na época, exercia o cargo de diretor em uma escola municipal em Campo Grande, no estado do Rio.