Com o volume útil abaixo de 30%, a Sabesp terá que limitar a extração de água do Cantareira
Gabriela Thier Publicado em 25/09/2025, às 17h52
A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e a SP Águas, responsável pela gestão hídrica no Estado de São Paulo, comunicaram nesta quarta-feira (24) que o Sistema Cantareira, essencial para o abastecimento da região metropolitana de São Paulo, será classificado na faixa de restrição a partir do dia 1º de outubro de 2025.
Essa decisão coincide com uma intensificação da redução da pressão da água durante o período noturno, conforme divulgado pelos órgãos reguladores.
O Sistema Cantareira é considerado em faixa de restrição quando seu volume útil acumulado se encontra entre 20% e 30%. Para que o manancial seja classificado como normal, é necessário que o volume atinja pelo menos 60% da sua capacidade total. No dia da divulgação, o volume registrado era de 29,42%, uma diminuição que se deve às precipitações inferiores à média nos meses anteriores.
Com a transição para a fase de restrição, haverá uma diminuição na quantidade de água disponível para retirada do reservatório. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) poderá extrair um máximo de 23 metros cúbicos por segundo (m³/s) do Cantareira. Em setembro passado, quando o sistema estava em alerta, o limite permitido era maior, alcançando até 27 m³/s.
Como alternativa para mitigar os efeitos dessa restrição, a ANA informou que a Sabesp poderá realizar a transposição de água do reservatório Jaguari (localizado na bacia do Paraíba do Sul) para o reservatório Atibainha, respeitando um limite máximo de 33 m³/s.
Além disso, as agências ressaltaram que é imprescindível que a Sabesp implemente medidas adicionais visando à economia e à gestão eficiente dos recursos hídricos. Essas orientações foram formalmente comunicadas à Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo).
A gestão do Cantareira é realizada em conjunto pela ANA e pela SP Águas, que monitoram diariamente os níveis, vazões e volumes armazenados para determinar as operações adequadas.