Provão Paulista

Seduc-SP investiga vazamento no Provão Paulista; saiba mais

Seis casos de indisciplina são investigados, com alunos usando celulares para registrar partes do exame e divulgá-las online

Seis casos de indisciplina são investigados, com alunos usando celulares para registrar partes do exame e divulgá-las online - Imagem: Reprodução / Marcos Santos / USP Imagens

Gabriela Thier Publicado em 07/11/2025, às 17h38

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) está conduzindo uma investigação a respeito de possíveis vazamentos do Provão Paulista, um exame vestibular que permite o acesso dos alunos da rede pública estadual a instituições de ensino superior como USP, Unesp, Unicamp e Fatec.

De acordo com informações apuradas pelo portal g1, ao menos seis casos estão sob investigação. Os estudantes envolvidos são de escolas públicas e teriam registrado partes do exame em fotos, que foram divulgadas em plataformas de redes sociais como TikTok e Instagram.

A Seduc-SP relatou que "ocorrências pontuais de indisciplina" foram identificadas, incluindo o uso inadequado de dispositivos móveis durante a aplicação das provas. O secretário Renato Feder assegurou que não houve acesso antecipado aos resultados ou ao conteúdo das provas.

Em resposta aos incidentes, a Vunesp, empresa responsável pela aplicação do exame, já tomou medidas e desclassificou pelo menos quatro alunos que foram identificados. A equipe encarregada da avaliação destacou que esses episódios são isolados e garantiu que a integridade e a credibilidade do Provão Paulista permanecem intactas. A Seduc-SP informou também que as medidas de segurança foram reforçadas e os diretores das escolas receberam orientações adequadas sobre os procedimentos de fiscalização.

Uma pesquisa realizada pelo g1 nas redes sociais, utilizando a hashtag #provaopaulista, revelou publicações feitas por alunos que entraram na sala de prova com celulares escondidos, uma prática expressamente proibida em qualquer vestibular ou concurso no Brasil.

Nos comentários na página oficial do governo paulista no Instagram, diversos estudantes manifestaram sua indignação, afirmando que alguns professores teriam facilitado ações desonestas para garantir melhores resultados nas avaliações. Relatos incluem observadores ignorando colas e o uso de tecnologia como ChatGPT durante o exame.

Uma aluna expressou seu descontentamento ao afirmar: "É decepcionante ver esse comportamento desprezando algo tão importante após três anos de esforço e dedicação. Como podem nos tirar o mérito injustamente?" Outra aluna questionou: "O governo está ciente desse descaso?"

Os alunos alegam que a facilitação observada é motivada pela relação entre as notas das escolas e bônus financeiros concedidos a diretores e professores em função do desempenho nas provas, conforme explicado por Renato Feder durante entrevista ao SP2.

O governo estadual, sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou estar investigando todas as denúncias apresentadas e enfatizou que o sigilo das provas foi mantido na maioria das instituições.

A nota oficial do governo esclareceu: "Não houve qualquer antecipação de resultado nem acesso prévio ao conteúdo das provas do Provão Paulista. Durante a aplicação, foram identificadas ocorrências pontuais de indisciplina. As provas dos alunos envolvidos foram imediatamente anuladas, conforme regulamentação." Além disso, reafirmou que o Provão Paulista continua sendo uma oportunidade valiosa para os estudantes da rede pública em todo o estado.

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