Novo piso estadual supera em quase 19% o valor nacional e beneficia categorias como motoboys, domésticas, pedreiros, garçons e operadores de telemarketing
Lívia Gennari Publicado em 01/07/2025, às 11h58
Começa a valer nesta terça-feira (1º), o novo salário mínimo do estado de São Paulo. Com o reajuste aprovado pela Assembleia Legislativa (Alesp) e sancionado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) no início de junho, o piso paulista passou de R$1.640 para R$ 1.804, um aumento de 10%.
A mudança garante que os trabalhadores que recebem o mínimo no estado passem a ter R$ 286 a mais no bolso em relação ao salário mínimo nacional, que atualmente está fixado em R$1.518. A diferença representa 18,8% acima do valor federal.
A proposta foi encaminhada pelo governo estadual à Alesp e aprovada por unanimidade no último dia 13 de maio. O consenso entre os parlamentares refletiu o entendimento de que o reajuste era necessário para recompor perdas inflacionárias e garantir um aumento real aos trabalhadores que recebem o piso.
De acordo com o governo estadual, o reajuste de 10% considera 4,7% referentes à inflação deste ano e 5,3% de aumento real, representando um ganho efetivo no poder de compra dos trabalhadores.
Diversas categorias profissionais são diretamente beneficiadas com o aumento, incluindo trabalhadores domésticos, cuidadores de idosos, motoboys, barbeiros, cabeleireiros, manicures, garçons, pedreiros, cobradores de ônibus, barmens, encanadores, operadores de telemarketing, dedetizadores, tintureiros, joalheiros, operadores de rádio e televisão, entre outras.
O salário mínimo paulista é fixado de forma independente do valor nacional e serve como referência para categorias profissionais que, em geral, têm menos recursos para solicitar aumentos salariais através de acordos com empregadores. A intenção, segundo o governo, é garantir uma remuneração mais justa e alinhada ao custo de vida no estado, especialmente na capital e nas regiões metropolitanas.
Este é o segundo reajuste consecutivo com ganho real promovido pelo governo estadual. Em 2023, o salário mínimo já havia sido elevado acima da inflação. A política de valorização do piso estadual contribui para estimular o consumo, fortalecer a economia local e reduzir desigualdades sociais.