O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) causou controvérsia ao propor a divisão do Brasil em “Brasil do Norte” e “Brasil do Sul” durante sua participação no podcast Redcast
William Oliveira Publicado em 24/09/2025, às 13h20
O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) provocou polêmica ao sugerir a divisão do Brasil em duas partes, denominadas “Brasil do Norte” e “Brasil do Sul”. A declaração foi feita durante participação no podcast Redcast, na qual o parlamentar, de 38 anos e delegado licenciado da Polícia Civil de São Paulo, discutiu a desigualdade na representação senatorial entre os estados brasileiros.
A proposta gerou reações contrárias, inclusive do apresentador Junior Masters, que classificou a ideia como separatista. Bilynskyj argumentou que a vasta extensão territorial do país estaria associada a tendências autoritárias e defendeu que nações menores tendem a ser mais democráticas.
“Eles [Norte] votam no Lula, nós [Sul] votamos no Bolsonaro, pronto, acabou”, afirmou. A declaração foi contestada, já que na eleição presidencial de 2022 Bolsonaro obteve 51,03% dos votos na região Norte.
Polêmicas
Além das polêmicas políticas, Bilynskyj enfrenta uma série de problemas legais. Um documento sigiloso obtido pelo portal Metrópoles revela que, desde seu estágio probatório na Polícia Civil em 2012, ele respondeu a mais de 12 processos disciplinares. Seu pedido de demissão permanece pendente há três anos devido a essas pendências. Segundo o documento, o deputado teria causado diversos transtornos durante sua carreira na corporação.
As infrações registradas incluem advertências e suspensões por conduta inadequada, sendo a mais recente relacionada a um acidente em que seu veículo policial colidiu com um carro particular. Esse episódio resultou em um pedido de “não confirmação na carreira” pela Divisão de Informações Funcionais.
Outro episódio polêmico ocorreu quando o deputado compartilhou em seu Instagram uma postagem considerada ofensiva, mostrando homens negros levando uma mulher para um quarto, insinuando abuso sexual. A legenda provocou indignação e levou o Ministério Público de São Paulo (MPSP) a requisitar a abertura de um inquérito para apurar possíveis crimes de apologia ao estupro e racismo. O caso gerou processo contra Bilynskyj e dois representantes da escola de concursos associada à postagem.